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Estado de Minas POLÍTICA

Vice da Câmara sinaliza vontade de passar impeachment na ausência de Lira

Marcelo Ramos vem trocando farpas com o presidente Jair Bolsonaro desde a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022


20/07/2021 18:14 - atualizado 20/07/2021 18:37

 
Vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos(foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputado)
Vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputado)
O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), afirmou, nesta terça-feira (20/7), que estuda a possibilidade de acatar um pedido de impeachment no exercício provisório do comando da Casa.
 

Na ausência do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), Ramos sinalizou que pode passar os mais de 126 documentos que pedem o impedimento de Jair Bolsonaro (sem partido).

“Porque o tipo penal que trata de eleição fala em ameaça. Então ameaçar o processo eleitoral já é crime de responsabilidade", afirmou Marcelo Ramos. "O bolsonarismo está cada vez mais no gueto. O problema é que como é muito barulhento, eles parecem que são mais do que efetivamente são. Mas não vou recuar”, declarou, em entrevista à "Folha de S.Paulo".

Ainda de acordo com Ramos, Bolsonaro cometeu "claro crime de responsabilidade" ao ameaçar as eleições presidenciais. 
 

Troca de farpas


Na tarde de ontem, segunda-feira (19/7), Bolsonaro disse para apoiadores em frente ao Alvorada que Marcelo Ramos era "insignificante".

Na conversa, o  presidente voltou a criticar a aprovação de R$ 5,7 bilhões, incluídos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), para o fundo eleitoral de 2022. 

Leia: Bolsonaro: Marcelo Ramos é tão insignificante que esqueci nome dele

Segundo Bolsonaro, Ramos é "insignificante" e atropelou o Regimento Interno da Câmara para não permitir que votassem em separado o dispositivo sobre aumentar o fundão eleitoral. "Agora cai para mim sancionar ou vetar. Tenho 15 dias úteis para decidir", completou o presidente.

"Que covardia da mídia, nós aprovamos a LDO no ano passado. Tem que aprovar a LDO para a gente dar prosseguimento ao Orçamento. Agora, no meio da LDO, o relator botou lá quase R$ 6 bilhões para o fundo partidário. Covardia da mídia. Pegaram o nome dos deputados que votaram a LDO: Olha, eles votaram para aumentar o fundão", afirmou o presidente. Segundo Bolsonaro, o PT, que orientou e votou contra a lei de diretrizes orçamentárias, o fez porque quer inviabilizar o governo.
 


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