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Estado de Minas CPI DA COVID EM BH

Dono do Oiapoque diz à CPI que não teve favorecimento em reabertura

Mário Valadares destacou o fator social na reabertura dos shoppings populares em relação aos demais


15/07/2021 12:46 - atualizado 15/07/2021 22:27

Mário Valadares diz que shoppings populares precisava reabrir antes dos demais(foto: Cláudio Rabelo/Câmara Municipal de Belo Horizonte)
Mário Valadares diz que shoppings populares precisava reabrir antes dos demais (foto: Cláudio Rabelo/Câmara Municipal de Belo Horizonte)
Diretor e dono do Shopping Oiapoque, Mário Valadares afirmou nesta quinta-feira (15), à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID em Belo Horizonte, instalada pela Câmara Municipal da capital de Minas Gerais, que o setor de shoppings populares não foi favorecido com a reabertura a partir de maio de 2020 na cidade, após fechamento por conta da pandemia de COVID-19. Os demais shoppings do município foram autorizados a reabrir a partir de agosto do ano passado, mas todos sofreram com limitações e novos fechamentos até o estágio atual, com liberação para ambos.

Ao argumentar que considerava coerente a reabertura como foi feita, Valadares afirmou que a reabertura de shoppings populares antes dos demais tinha um lado social de empregar pessoas das classes D ou E, que trabalham nesses centros comerciais. O ponto também já foi utilizado pelo prefeito de BH, Alexandre Kalil (PSD), para sustentar esta reabertura.

"Shoppings populares é comida que está faltando na mesa dos vendedores, não é um simples incômodo de ficar em casa e etc, é comida na mesa. E quando falta comida na mesa, essas pessoas de shopping popular, que vieram, a maioria são semianalfabetas e que algumas vieram da rua, o que vão fazer? Vão voltar para a rua, ou vão para a criminalidade, não tem outra opção, elas não trabalham em um shopping convencional", afirmou.

Os vereadores da CPI da COVID em BH também questionaram o fato de Valadares ter doado equipamentos de respiração às prefeituras. "Resolvi tomar essa atitude como iniciativa minha e como, talvez, uma forma de induzir a esses outros órgãos a tomarem esta atitude. Fiz essa doação para Belo Horizonte e fiz uma doação também para a Prefeitura de Contagem, e essa minha iniciativa foi seguida", além de negar posteriormente que isso seria uma troca de favores com o Executivo.

Outro empresário iria depor, mas não compareceu por questões de saúde. Marcelo Souza e Silva, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), alegou febre e não falou com os vereadores.

Também na reunião desta quinta, um sanitizante contra a COVID-19 foi apresentado por outro empresário e requerimentos solicitando informações foram aprovados. Na próxima reunião, quinta-feira (22), Ângela Dalben, secretária de Educação, depõe à CPI.

Segundo trecho do requerimento de abertura, a CPI apura "a atuação e utilização de recursos públicos pela Prefeitura de Belo Horizonte no enfrentamento da pandemia da COVID-19 no município". A comissão foi aberta em 10 de maio deste ano e instalada no dia 27 do mesmo mês.


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