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Estado de Minas TECNOLOGIA

Bolsonaro diz que conversou com Zema sobre exploração de nióbio em MG

Elemento encontrado com facilidade em Araxá é usado em siderúrgicas, fábricas de automóveis e até em bijuterias


29/04/2021 20:43 - atualizado 29/04/2021 21:26

Araxá concentra 80% da produção de nióbio do Brasil e pode ser ponto estratégico para desenvolvimento da tecnologia(foto: Fabrizio Gomes/Divulgação)
Araxá concentra 80% da produção de nióbio do Brasil e pode ser ponto estratégico para desenvolvimento da tecnologia (foto: Fabrizio Gomes/Divulgação)
Em live nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que manteve conversas com o governador de Minas, Romeu Zema (Novo) para a exploração do nióbio em Araxá, no Alto Paranaíba. 
 
A cidade mineira é uma das maiores produtoras do mundo do elemento, que é exportado para mais de 50 países e usado em usinas siderúrgicas. A principal produtora é a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).

“Temos feito alguma coisa. Tem um assunto que tratei com o governador Zema e com o BNDES na questão de nióbio de Araxá, a gente conversa e discute para chegar ao termo”, afirmou o presidente, que revelou o desejo de transformar o Brasil num “Vale do Silício”, Região de São Francisco, nos Estados Unidos, onde se concentra o maior polo de tecnologia do mundo.

O nióbio pode ser usado atualmente em automóveis, turbinas de avião, gasodutos, navios, aparelhos de ressonância magnética, aceleradores de partículas, lentes e até piercings e bijuterias. Bolsonaro afirmou que, em sua única viagem ao Japão, comprou uma correntinha feita com nióbio. 

“Sabemos que nióbio é só o Brasil que tem. O Canadá tem um pouquinho. Não podemos ficar entregando para os outros. O Brasil não tem um quilo de nióbio guardado de forma estratégica. Tem países que compram para guardar. Tem países que compram diretamente de Araxá”, afirma Bolsonaro.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, disse que o Brasil tem feitos investimentos para começar a usar o elemento de forma efetiva: “Essa tecnologia que estamos tentando trazer para o Brasil trabalha com uma lâmina de grafeno, que separa o catodo do anodo, usa o nióbio em ligas para favorecer a parte elétrica, quanto para muitas outras, como a alta temperatura”.


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