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Estado de Minas CONDENAÇÕES ANULADAS

Gleisi Hoffmann: 'Sergio Moro nunca poderia ter julgado Lula'

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou as condenações dadas a Lula em processos relacionados à Operação Lava-Jato


08/03/2021 16:44 - atualizado 08/03/2021 17:20

Em 14 de setembro de 2016, o Ministério Público Federal denunciou Lula e mais sete pessoas pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro(foto: PT/Reprodução)
Em 14 de setembro de 2016, o Ministério Público Federal denunciou Lula e mais sete pessoas pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro (foto: PT/Reprodução)
A deputada federal e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) Gleisi Hoffmann afirmou nesta segunda-feira (08/03) que o ex-juiz da Lava-Jato e ex-ministro da Segurança Publica Sergio Moro “nunca poderia ter julgado Lula”.

“Estamos aguardando a análise jurídica da decisão do ministro Fachin, que reconheceu com cinco anos de atraso, que Sergio Moro nunca poderia ter julgado Lula”, escreveu.
 
 

Nesta segunda-feira, o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou as condenações dadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em processos relacionados à Operação Lava-Jato. 
 

A decisão faz com que o petista recupere seus direitos políticos. Assim, Lula deixa de ser inelegível — podendo participar de eleições.
 
 

Prisão de Lula


Em 14 de setembro de 2016, o Ministério Público Federal denunciou Lula e mais sete pessoas pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. 

Em 20 de setembro de 2016, o juiz Sergio Moro aceitou a denúncia e Lula tornou-se réu na Operação Lava-Jato. 

Preso em 7 de abril de 2018 após se entregar à Polícia Federal, Lula permaneceu na cadeia por 580 dias. Ele foi condenado por Moro a nove anos e seis meses de prisão. Na segunda instância, a pena foi aumentada para 12 anos e um mês. 
 
Lula está livre desde novembro do ano retrasado, quando a prisão em 2° instância, salvo casos de flagrantes, foi derrubada. 

Em abril de 2019, numa decisão unânime, a 5ª Turma do STJ manteve a condenação de Lula e reduziu a pena para oito anos e 10 meses por corrupção passiva e a de lavagem de dinheiro de 12 anos e 1 mês para oito anos e 10 meses de prisão.
 
O ex-presidente nega todas as acusações. 


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