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Estado de Minas ENTENDA

Com presença de príncipe, jovens discutem volta da monarquia no Brasil

Acumulando seguidores e fiéis súditos, a Casa Imperial do Brasil promove palestra no próximo dia 20 para discutir o resgate da Coroa brasileira


11/02/2021 15:36 - atualizado 11/02/2021 17:00

Bandeira da Casa Imperial do Brasil(foto: Casa Imperial do Brasil/Reprodução)
Bandeira da Casa Imperial do Brasil (foto: Casa Imperial do Brasil/Reprodução)
Com o prestígio abalado após a instauração da República no Brasil há mais de 130 anos, os descendentes de Dom Pedro II ainda lutam pela restauração da monarquia no país. Acumulando seguidores e fiéis súditos, a Casa Imperial do Brasil promove palestra no próximo dia 20 para discutir o resgate da Coroa Brasileira.

O 1º Encontro Monárquico da Ordem dos Jovens Monarquistas será transmitido a partir das 16h30 no YouTube. Entre os convidados estão o príncipe dom Rafael de Orleans e Bragança; o membro da ‘Guarda Negra da Redentora’ Eduardo Gonçalves; a escritora Júlia  Bittencourt; o professor Nelmar Nepomuceno; e o capitão-médico da Polícia Militar Rodrigo Siqueira da Rocha Dias.

Segundo a divulgação do evento, qualquer pessoa vai poder acessar o bate-papo feito inteiramente no formato de videoconferência, devido à pandemia de COVID-19.

“Buscando congregar, pela primeira vez, os  jovens que por todo o Brasil vêm propugnando a restauração da monarquia”, diz o folder do evento.
 

O príncipe brasileiro


 Formado em Engenharia de Produção pela PUC-RJ, Dom Rafael de Orleans e Bragança trabalha atualmente na Ambev(foto: Casa Imperial do Brasil/Reprodução)
Formado em Engenharia de Produção pela PUC-RJ, Dom Rafael de Orleans e Bragança trabalha atualmente na Ambev (foto: Casa Imperial do Brasil/Reprodução)
Quarto na linha de sucessão e trineto da princesa Isabel, dom Rafael de Orleans e Bragança, 34 anos, é um dos dos membros mais jovens da Família Imperial do Brasil. Ele é o único membro masculino do Ramo de Vassouras com pretensões dinásticas, nascido após 1950.

Dos 11 tios e tias de Rafael, cinco renunciaram às suas posições na ordem sucessória a menos de 30 dias das respectivas uniões com pessoas que, embora fossem membros da aristocracia brasileira ou estrangeira, não pertenciam a famílias reais. Por isso, a família imperial se divide hoje entre dois ramos - o de Petrópolis e o de Vassouras.

Apesar da pouca idade, ele é visto pelos monarquistas como um exemplo a ser seguido. Formado em engenharia de produção pela PUC-RJ, o príncipe brasileiro trabalha atualmente na Ambev. 

É possível encontrar nas redes sociais diversos vídeos onde dom Rafael fala sobre a volta da monarquia no Brasil. Grande entusiasta da ideia, ele defende a restauração do regime e fala sobre uma possível tomada de poder.
 


A Família Imperial do Brasil

A família imperial brasileira governou o Império do Brasil entre 1822 e 1889, desde a Independência do Brasil pelo príncipe Pedro de Bragança, que depois foi aclamado imperador como Pedro I do Brasil, até a deposição de Pedro II durante a Proclamação da República, em 1889.

Atualmente, o bisneto da Princesa Isabel, dom Luiz de Orleans e Bragança é o chefe da Casa Imperial do Brasil e primeiro na linha de sucessão do trono.

Seguido dele está o príncipe imperial do Brasil, dom Bertrand de Orleans e Bragança, que completou 80 anos em dezembro do ano passado.

Brasil República

A República é a forma de governo vigente no Brasil desde 15 de novembro de 1889.
 
Desde essa data, o Brasil já teve seis diferentes repúblicas. 
  • Primeira República (1889-1930)
  • Governo Provisório e Constitucional de Vargas (1930-1937)
  • Estado Novo (1937-1945)
  • Quarta República (1945-1964)
  • Ditadura Militar (1964-1985)
  • Nova República (1985-)
Atualmente, o país vive a Nova República. Com ela, foi inaugurado um novo período democrático, além de ter sido redigida e promulgada, em 1988, uma nova Constituição para o Brasil.


Mas por que ainda existe a família imperial brasileira? 

Família real brasileira(foto: Casa Imperial do Brasil/Reprodução)
Família real brasileira (foto: Casa Imperial do Brasil/Reprodução)
Segundo os monarquistas, quem é rei nunca perde a majestade. Ou seja, os descendentes dos antigos monarcas insistem em manter seus títulos. 

Essa ação é bem comum em países que eliminaram a monarquia. Por exemplo, o Brasil, França, Itália, Alemanha e Rússia.

Os monarquistas chegam a listar quem seria o rei hoje, e qual é a linha sucessória com os nomes dos candidatos a assumir o trono inexistente depois de sua morte.
 
 


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