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Estado de Minas Caso das Rachadinhas

Flávio Bolsonaro: Abin faz relatório para ajudar em defesa de acusações

Agência Brasileira de Inteligência (Abin) relata informações entregues ao filho do presidente para defesa em denúncia feita pelo Ministério Público do Rio


11/12/2020 08:31 - atualizado 11/12/2020 09:07

Senador Flávio Bolsonaro usou a Abin para ajudá-lo a se defender(foto: Wikimedia Commons)
Senador Flávio Bolsonaro usou a Abin para ajudá-lo a se defender (foto: Wikimedia Commons)

A semana termina com dois dos cinco filhos do presidente  Jair Bolsonaro (sem partido) envolvidos em denúncias de uso da máquina pública.

Na quinta-feira (10/12),  vieram a público as provas que Jair Renan se beneficiou de serviço prestado por empresa paga com dinheiro público.

Nesta sexta-feira (11/12), mais um episódio sobre o caso das rachadinhas, que liga o senador Flávio Bolsonaro  (sem partido),   é apurado. Dessa vez em reportagem da revista Época.

Segundo apurou a revista, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) produziu pelo menos dois relatórios de orientação para Flávio Bolsonaro e seus advogados para embasar um pedido de anulação do caso Fabrício Queiroz.

Queiroz é ex-assessor de Flávio quando o filho de Bolsonaro ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro, Queiroz comandava o esquema conhecido como rachadinha – entrega de parte de salários de assessores para uso particular de parlamentares.

Documentos

Nos dois documentos que a reportagem teve acesso, com autenticidade e procedência confirmadas pela defesa do senador, a Abin detalha o funcionamento da suposta organização criminosa em atuação na Receita Federal.

Segundo suspeita dos advogados de Flávio, a Receita teria feito um escrutínio ilegal em seus dados fiscais para fornecer o relatório que gerou o inquérito das rachadinhas.

Versões conflitantes


Esse relatório teria sido enviado em setembro para Flávio, que por sua vez o repassou le para seus advogados.

A reportagem checou que os documentos contrastam com uma versão do general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, que afirmou publicamente que não teria ocorrido atuação da Inteligência do governo.

Essa declaração do general teria ocorrido após a defesa do senador levar a denúncia a Bolsonaro, a ele e a Alexandre Ramagem, diretor da Abin, em 25 de agosto.

Um dos documentos seria autoexplicativo ao definir a razão daquele relatório, que a reportagem destaca como uso indevido da estrutura do Estado para beneficiar a defesa do filho do presidente.

Em um campo intitulado “Finalidade”, cita: “Defender FB no caso Alerj demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB”.


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