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Estado de Minas ELEIÇÕES

Termina hoje o prazo para partidos oficializarem candidaturas à PBH

Mais quatro nomes devem ser confirmados hoje para disputar o comando do Executivo municipal


16/09/2020 04:00 - atualizado 16/09/2020 07:29

Halll da Prefeitura de Belo Horizonte(foto: Wikimedia Commons)
Halll da Prefeitura de Belo Horizonte (foto: Wikimedia Commons)
Termina hoje o prazo para a realização das convenções partidárias organizadas por conta da corrida rumo à Prefeitura de Belo Horizonte. Até o momento, 12 candidatos já estão confirmados na eleição deste ano. Mais quatro devem ser oficializados por suas legendas: João Vítor Xavier (Cidadania), Luisa Barreto (PSDB), Wadson Ribeiro (PCdoB) e Cabo Washington Xavier (PMB). Há ainda o caso de Fernando Borja (Avante). Seu partido já fez convenção, mas não bateu o martelo sobre participar do pleito com um concorrente próprio.

Como mostrou o Estado de Minas na edição de ontem, a eleição deste ano terá número recorde de participantes. De todos os pré-candidatos que devem ser confirmados hoje, apenas João Vítor e Wadson definiram seus vices: eles serão, respectivamente, Leonardo Bortoletto, do Democratas, e Katia Vergílio, do próprio PCdoB.

O companheiro escolhido para se aliar ao representante do Cidadania é empresário do ramo de tecnologia. A vice da chapa comunista, por sua vez, tem trajetória ligada à luta por moradia na capital mineira.

João Vítor é deputado estadual e integrante da equipe de esportes da rádio Itatiaia. Luísa Barreto terá sua primeira experiência eleitoral. Para tentar ser prefeita, ela deixou o posto de secretária-adjunta de estado de Planejamento e Gestão. A tucana representou o governo de Romeu Zema (Novo) em diversas reuniões públicas com deputados estaduais, por exemplo.

Wadson Ribeiro deseja voltar a compor o Executivo, visto que foi secretário de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais durante parte da gestão Fernando Pimentel (PT). Cabo Xavier, por sua vez, é policial militar e representará o Partido da Mulher Brasileira, pois o Partido da Defesa Social (PDS), que ele deseja criar, não conseguiu ser regularizado a tempo do pleito deste ano.

OUTROS CANDIDATOS


Alexandre Kalil (PSD) tentará a reeleição ao lado de Fuad Noman, que ocupa a vaga do atual vice, Paulo Lamac (Rede). Além das duas legendas, a coligação terá siglas com o MDB — partido do coordenador da campanha, Adalclever Lopes —, PP e PDT. Áurea Carolina (Psol) se juntou a Leonardo Péricles, que era pré-candidato pela Unidade Popular. A coligação da pessolista terá, ainda, o PCB. O PRTB aposta no jovem bolsonarista Bruno Engler, de 23 anos.

Marcelo de Souza e Silva, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), estará nas urnas pelo Patriota. Há, ainda, Fabiano Cazeca (Pros), Marilia Domingues (PCO) e Wanderson Rocha (PSTU). Podemos e Republicanos terão, respectivamente, os deputados federais Igor Timo e Lafayette Andrada. Nilmário Miranda foi escolhido pelo PT e Professor Wendel Mesquita pelo Solidariedade.

Após desistir de lançar o deputado federal Júlio Delgado, o PSB acertou, ontem, o apoio a João Vítor Xavier. Ao Estado de Minas, Delgado explicou que a decisão de apoiar João Vítor foi tomada com o objetivo de impedir que candidatos de extrema-direita monopolizem a disputa contra Kalil. “Temos que ter responsabilidade, até mesmo ideológica, com a cidade. Deixar os polos tentarem puxar a polarização da eleição com o Kalil seria muito ruim. A gente fazia parte do mesmo espectro. Se ficássemos disputando votos entre nós, poderíamos um tirar do outro”, pontuou.

As eleições municipais deste ano ocorrerão em 15 de novembro (primeiro turno) e no dia 29, em segundo turno, caso necessário. Por causa da COVID-19, o pleito foi adiado, já que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) previa o primeiro turno em 4 de outubro e o segundo em 25 do mesmo mês. Em 26 de setembro, termina o prazo para legendas e coligações apresentarem à Justiça Eleitoral o requerimento de registro dos candidatos. Por isso, chapas que não definiram seus vice-prefeitos podem negociar o posto até a data.

INVESTIGADOS TENTAM REELEIÇÃO


Alvos de investigações da Polícia Civil por motivos distintos, os vereadores de Belo Horizonte Ronaldo Batista (PSC) e Léo Burguês (PSL) tentarão se reeleger neste ano. Ambos foram confirmados como candidatos a uma das 41 cadeiras na Câmara Municipal de BH, após as convenções partidárias.
A primeira confirmação foi a de Burguês, em convenção na última sexta-feira. Líder do prefeito Alexandre Kalil (PSD) na Câmara, ele ocupa uma cadeira no Legislativo da capital desde 2001. O gabinete dele foi alvo de operação da Polícia Civil em 25 de agosto. O parlamentar é investigado pela prática de “rachadinha”, ato ilícito que obriga um servidor público a devolver parte do salário ao contratante, no caso, o vereador. Além disso, a corporação investiga a contratação de funcionários fantasmas e corrupção por parte do parlamentar alvo da operação.

Já Ronaldo Batista foi confirmado em convenção partidária no último sábado. Ele é vereador desde agosto de 2019, ao substituir Cláudio Duarte (PSL), cassado por praticar rachadinha. Em 21 de agosto, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete dele. A operação fez parte de investigação sobre um homicídio de outro vereador em Funilândia, na Região Central de Minas Gerais, em julho de 2019.

O Estado de Minas procurou Léo Burguês e Ronaldo Batista para explicarem como tentarão vencer as eleições diante de investigações tão recentes. Burguês não quis se manifestar sobre a campanha em meio à investigação, enquanto Batista não respondeu à reportagem. Ambos, contudo, negam qualquer envolvimento com atividades criminosas e declaram que se colocam à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos possíveis.

Mais de 90% dos vereadores de Belo Horizonte (92,6%) devem tentar a reeleição. Levantamento do Estado de Minas mostra que apenas três dos 41 parlamentares municipais não sabem se  serão candidatos à reeleição. Fernando Borja (Avante) pode disputar a corrida pela prefeitura da capital, enquanto Orlei (PSD) optou por se afastar momentaneamente da vida pública. Dr. Bernardo Ramos (Novo) também decidiu se afastar da Câmara de BH e não será candidato agora, mas tentará vaga na Câmara dos Deputados no pleito de 2022.
 


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