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Estado de Minas POLÍTICA

Carreata em BH presta apoio à Operação Lava Jato e critica Procuradoria da República

Operação da Polícia Federal (PF) conviveu com incertezas na última semana após desligamentos de vários de seus integrantes


06/09/2020 12:43 - atualizado 06/09/2020 13:36

Manifestação pró-Lava Jato pede a continuidade da operação(foto: Edésio Ferreira/EM/D. A. Press)
Manifestação pró-Lava Jato pede a continuidade da operação (foto: Edésio Ferreira/EM/D. A. Press)
Uma carreata a favor da Operação Lava Jato percorreu diversos pontos das Regiões Sul, Centro-Sul e Central de Belo Horizonte na manhã deste domingo (6). A operação da Polícia Federal (PF) conviveu com uma semana de incertezas, com diversos desligamentos e críticas de Augusto Aras, procurador-geral da República.

Cerca de 30 carros, com bandeiras do Brasil e motoristas trajando camisas e máscaras verde e amarela, passaram por 12 ruas e pela Praça da Liberdade, onde houve a desmobilização, com buzinaço intenso e constante. Alguns apoiadores gritavam o nome de Jair Bolsonaro (sem partido), atual presidente da República, enquanto outros pediam que Lula, ex-presidente, fosse novamente preso.

Segundo organizadores, a carreata "defende operações, como a Lava Jato, de interferências indevidas de órgãos como a Procuradoria-Geral da República, na liderança de Augusto Aras, e clamam pela não intervenção do governo na Polícia Federal (PF) e no Ministério Público (MP)". A Polícia Militar (PM) e a BHTrans acompanharam a carreata. O movimento também aconteceu em outras cidades do país.

Nas últimas semanas, a Lava Jato, operação conduzida pela PF desde 2014, viveu momentos de tensão. Então chefe da força-tarefa da Lava Jato, grupo composto por 14 procuradores da República, Deltan Dallagnol deu lugar a Alessandro Fernandes Oliveira, ligado a Augusto Aras.

A força-tarefa da Lava Jato seria desmobilizada na próxima quinta-feira, mas foi prorrogada por mais um ano contra a vontade de Aras. Após a saída de Deltan, que considerou a visão da PGR como “equivocada”, a Lava Jato em São Paulo viu a renúncia de sete nomes.

O ápice da Lava Jato para os apoiadores foi a prisão de Lula, em 2018. O ex-presidente ficou preso em cela especial da PF em Curitiba, no Paraná, por um ano e sete meses. Ele cumpriu pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do caso do triplex no Guarujá, julgado pelo ex-juiz Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública.

A soltura de Lula, em janeiro deste ano, foi possível depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) declarar, um dia antes, que é inconstitucional a prisão após condenação em segunda instância, caso do ex-presidente. Ele é réu em outras ações penais, como no caso do sítio de Atibaia, no interior paulista, no qual foi condenado em primeira instância a 17 anos, um mês e 10 dias de reclusão por por corrupção e lavagem de dinheiro.


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