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Estado de Minas FEMINICÍDIO

Câmara de BH rejeita criação do dia de combate ao feminicídio; veja como votaram os vereadores

Frente Cristã se declarou contra o projeto de lei


postado em 03/07/2020 22:08 / atualizado em 03/07/2020 22:53

'Eu não chamo uma travesti pelo nome de mulher. Pra mim é homem do mesmo jeito', disse Jair Di Gregório, um dos que votou contra o projeto(foto: CMBH)
'Eu não chamo uma travesti pelo nome de mulher. Pra mim é homem do mesmo jeito', disse Jair Di Gregório, um dos que votou contra o projeto (foto: CMBH)

A Câmara Municipal de Belo Horizonte rejeitou, nessa sexta-feira, um o projeto de lei por meio do qual se pretendia criar o Dia Municipal de Combate ao Feminicídio.

proposta nº 904/2019, de autoria das vereadoras Bella Gonçalves e Cida Falabella, ambas do PSOL foi derrubada por 18 votos contrários. Houve 13 votos a favor e três abstenções.

Vereadores da Frente Cristã se declararam contrários ao projeto por incômodo com o termo ‘gênero’ no texto, entendo que a lei – que criaria apenas uma data comemorativa e de conscientização – se estenderia à comunidade LGBT.

Eu não chamo uma travesti pelo nome de mulher. Pra mim é homem do mesmo jeito”, disse o vereador Jair Di Gregório (PSD), que defendeu com veemência o veto à proposta.

Autair Gomes (PSD), líder da Frente Cristã, elogiou Gregório: “Quero dizer que o vereador Jair Di Gregório não manifestou aqui apenas a opinião dele. Está manifestando a opinião da Frente Cristã desta casa. Gostaria de parabeniza-lo por sua fala”.

Cida Falabella, uma das autoras do projeto, respondeu que a proposição “é muito mais do que um PL. É pela vida das mulheres”.

Em nota enviada ao Estado de Minas, as vereadoras do PSOL afirmaram que “depois de esvaziarem o debate nos últimos dias, confirmou-se que o machismo estrutural, covardia e a mesquinharia política nesta Casa é maior do que a vida de milhares de nós”.

E continuaram. “No plenário se justificaram com falas transfóbicas, homofóbicas e lesbofóbicas para impedir a aprovação do projeto. Dizem ser contra a palavra “gênero” e, por causa dela, atacam a nossa existência! Algumas vidas valem menos, colegas vereadores? Enquanto os índices de feminicídio aumentam 22% no período de um mês, enquanto o Disque 180 e Disque 100 registram aumento de 37,6%, a bancada fundamentalista derrubou um projeto que buscava contribuir para mudar esse cenário”.

Veja como votaram os vereadores

Imagem do painel da Câmara Municipal de Belo Horizonte(foto: Reprodução)
Imagem do painel da Câmara Municipal de Belo Horizonte (foto: Reprodução)

VOTOS CONTRA

Autair Gomes (PSD)
Bim da Ambulância (PSD)
Carlos Henrique (PTB)
Dr. Bernardo Ramos (Novo)
Eduardo da Ambulância (PSC)
Elvis Côrtes (PSD)
Fernando Borja (Avante)
Fernando Luiz (PSD)
Flávio dos Santos (PSC)
Henrique Braga (PSDB)
Irlan Melo (PSD)
Jair Di Gregório (PSD)
Jorge Santos (Republicanos)
Orlei (PSD)
Pedrão do Depósito (Cidadania)
Professor Juliano Lopes (PTC)
Reinaldo Gomes (MDB)
Wesley Autoescola (PROS)

VOTOS A FAVOR

Arnaldo Godoy (PT)
Bela Gonçalves (PSOL)
Catatau do Povo (PSD)
Cida Falabella (PSOL)
Coronal Piccinini (PSD)
Dr. Nilton (PSD)
Edmar Branco (PSB)
Gilson Reis (PCdoB)
Hélio da Farmácia (PSD)
Pedro Bueno (Cidadania)
Pedro Patrus (PT)
Ramon Bibiano (PSD)
Ronaldo Batista (PSC)

NÃO REGISTRARAM VOTO

César Gordin (PROS)
Gabriel (Patriota), por estar presidindo a votação
Juninho Los Hermanos (Avante)
Léo Burguês (PSL)
Maninho Félix (PSD)
Marilda Portela (Cidadania)
Nely Aquino (Podemos)

DECLARARAM ABSTENÇÃO

Álvaro Damião (DEM)
Dimas da Ambulância (PSC)
Preto (DEM)





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