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Estado de Minas APORTE FINANCEIRO

Coronavírus: Zema pede ajuda ao governo federal para socorrer empresas

Empresários têm relatado dificuldades para conseguir linhas de crédito junto aos bancos da União


postado em 23/06/2020 16:18 / atualizado em 23/06/2020 16:27

Governador falou sobre trabalho do BDMG para apoiar empresas impactadas pela pandemia.(foto: Juarez Rodrigues/EM/D. A Press)
Governador falou sobre trabalho do BDMG para apoiar empresas impactadas pela pandemia. (foto: Juarez Rodrigues/EM/D. A Press)
O governo federal precisa auxiliar as empresas de Minas Gerais no enfrentamento à crise financeira imposta pela pandemia do novo coronavírus. A avaliação é do governador Romeu Zema (Novo), que, nesta terça-feira, ao comentar a atuação do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), pediu que os bancos ligados à União facilitem a obtenção de linhas de crédito. O chefe do Executivo estadual disse ter alertado o Ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre as dificuldades na busca por empréstimos.

“Por uma série de motivos, os empréstimos não têm chegado à ‘ponta’. Tenho escutado reclamações de empresários sobre a situação e alertei o ministro Paulo Guedes sobre o tema. Espero que o governo federal equacione isso em breve, pois, caso contrário, o setor produtivo ficará cada vez mais asfixiado”, afirmou Zema, durante videoconferência com integrantes da diretoria da Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais (ACMinas).

“Nos últimos dois meses, o BDMG tem batido recordes no que diz respeito aos empréstimos às micro, pequenas e médias empresas”, ponderou. Segundo o governador, o BDMG teve seu capital aumentado em R$ 100 milhões, o que vai alavancar a liberação das linhas de crédito. Anunciado em maio, o plano de liquidez às firmas pode atingir R$ 1,1 bilhão.

Recursos precisam chegar à ‘ponta’

O presidente da ACMinas, Aguinaldo Diniz Filho, reconheceu os esforços do BDMG para auxiliar o setor produtivo no estado. “Os últimos 18 meses foram os de maior investimento na indústria”, elogiou.

José Anchieta, vice-presidente da associação, pediu a aceleração da chegada dos recursos aos empresários. “Para o estado arrecadar, é impreciso que impostos sejam gerar. E, quem gera impostos são os empresários. Sem dinheiro, a reabertura dos negócios, que é um processo, estará impossibilitada”, pontuou.

“Há muita dificuldade para fazer o crédito chegar a quem precisa. O BDMG tem ajudado, mas está longe de suprir a totalidade (dos problemas), mas R$ 1 bilhão a mais em uma economia como a mineira ajuda um pouco. Está longe de resolver, mas é o que temos conseguido fazer”, respondeu Zema.

Zema defende extensão de auxílio

O governador falou, também, sobre o auxílio de R$ 600 concedido aos trabalhadores. “O auxílio tem tido impactos muito positivos nas regiões mais carentes do estado. Mesmo que haja redução de valores (a extensão é necessária), pois a grande massa da população, que vivia na informalidade ou trabalhando com salários menores, foi fortemente afetada (pela crise)”, sustentou.

Soma de esforços

O chefe do Executivo aproveitou para citar o papel da iniciativa privada no apoio aos atingidos pela crise da COVID-19. “Nós, como um estado falido, temos feito tudo o que está ao alcance. Estamos distribuindo 175 mil cestas básicas que ganhamos da iniciativa privada”, citou, mencionando, também, o bolsa merenda — ajuda de R$ 50 que conta com aporte de fundos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).


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