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Estado de Minas POLÍTICA

Flávio Bolsonaro diz que prisão de Queiroz é tentativa de ataque ao presidente: 'O jogo é bruto'

Senador e filho de Jair Bolsonaro trata a operação da Polícia Civil e do Ministério Público como movimentação política


postado em 18/06/2020 10:09 / atualizado em 18/06/2020 13:06

Fabrício Queiroz foi assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro(foto: Reprodução/Facebook)
Fabrício Queiroz foi assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro (foto: Reprodução/Facebook)
Senador da República, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) manifestou-se pelas redes sociais sobre a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do parlamentar, na manhã desta quinta-feira. O filho do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), disse que a operação é uma tentativa de ataque ao pai.

"Encaro com tranquilidade os acontecimentos de hoje (quinta-feira). A verdade prevalecerá! Mais uma peça foi movimentada no tabuleiro para atacar Bolsonaro. Em 16 anos como deputado no Rio, nunca houve uma vírgula contra mim. Bastou o presidente Bolsonaro se eleger para mudar tudo! O jogo é bruto!", escreveu Flávio no Twitter.
 
Outro a defender Queiroz foi o deputado federal Eduardo Bolsonaro (sem partido-SP), irmão de Flávio e outro filho de Jair. Junto a uma imagem com uma possível lista de outros políticos cariocas envolvidos em esquemas de possíveis fraudes e beneficiação indevida, ele disse somente: "Realmente é um fato no mínimo intrigante".
 
Os mandados de busca e apreensão e de prisão, cumpridos em Atibaia, no interior de São Paulo, contra Queiroz foram expedidos pela Justiça do Rio, e a prisão foi feita em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo. Ele é investigado um suposto esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), local onde Flávio Bolsonaro atuou como deputado estadual entre 2003 e 2018.

O imóvel onde estava Flávio pertence ao advogado Frederick Wassef, que presta serviços à família Bolsonaro. O ex-assessor, ex-motorista e ex-coordenador de segurança do filho do presidente da República foi levado à sede da Polícia Civil na cidade de São Paulo e segue para o Rio de Janeiro, onde ficará preso.
 
Em novembro de 2018, Queiroz foi citado em um relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) por movimentar R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira "atípica". Em abril de 2019, a Justiça do Rio de Janeiro determinou a quebra do sigilo fiscal e bancário de Queiroz, do senador Bolsonaro e de outras 84 pessoas e nove empresas entre 2007 e 2018. 
 
Desde o fim de 2018, Queiroz se defende das denúncias. Veja, abaixo, uma entrevista exclusiva para o SBT com o policial militar reformado e ex-assessor de Flávio Bolsonaro.
 
 


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