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Estado de Minas MANIFESTAÇÕES

São Paulo registra atos contra e pró-Bolsonaro; Weintraub vai a protesto em Brasília

Ministro da Educação encontrou com manifestantes que contrariaram decreto do governo do Distrito Federal, que bloqueou ações na Esplanada dos Ministérios


postado em 14/06/2020 20:20 / atualizado em 14/06/2020 20:33

Weintraub se encontrou com manifestantes pró-Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios neste domingo(foto: Reprodução)
Weintraub se encontrou com manifestantes pró-Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios neste domingo (foto: Reprodução)
O domingo não teve protestos em grande escala como na semana passada, mas atos contra e pró-governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foram registrados em São Paulo. Em Brasília, aconteceram duas manifestações, uma delas na Esplanada dos Ministérios, contrariando um decreto do governo do Distrito Federal, e que contou com a presença do ministro da Educação Abraham Weintraub.

Weintraub se reuniu com, aproximadamente, 15 manifestantes apoiadores de Bolsonaro, que furaram o bloqueio feito na Esplanada dos Ministérios. O ministro, que não usava máscara, assim como a maioria das pessoas no local, evitou comentar sobre decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Eu sou ministro do Executivo, e não posso aumentar a pressão que já existe. Eu não tenho autorização do presidente (Bolsonaro) para me posicionar contra um ministro (do STF). É o que eu posso dizer. Vamos manter a tranquilidade, seguir as leis, seguir o que manda estritamente a Constituição. A Constituição tem que ser seguida ao pé da letra", afirmou.

Os manifestantes contrariaram o decreto do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que determinou o fechamento da Esplanada dos Ministérios neste domingo, por questões de segurança e de saúde pública. Logo de manhã, um vídeo chegou a circular nas redes sociais. As imagens, produzidas por um manifestante, ‘ensinavam’ os demais apoiadores bolsonaristas a burlar os bloqueios na Esplanada

A ação de Ibaneis Rocha foi bastante criticada por Sara Winter, ativista líder do grupo “300 do Brasil”, que vem organizando atos pró-governo e contra instituições, como o STF. Winter chamou o governador do Distrito Federal de "projeto de ditador" e chegou a ameaçá-lo.

"IBANEIS SEU PROJETO DE DITADOR! Revogue agora mesmo esse decreto inconstitucional ou haverá consequências! Se você tirar o direito de ir e vir do povo, tiraremos o seu também! ACORDA BRASIL! Dia 21 ele fará o mesmo, impedirá as manifestações pró Bolsonaro. PRA CIMA DELE, BRASILIA", escreveu Sara.

O ato na Esplanada foi encerrado às 11h20, após negociação com a Polícia Militar do Distrito Federal. Os manifestantes, então, foram para o Quartel-General do Exército, onde protestaram contra o STF. Algumas pessoas também pediram “intervenção militar”. O Palácio do Buriti, residência de Ibaneis, também foi alvo dos bolsonaristas, que criticaram o decreto que determinou o fechamento da Esplanada.

Bolsonaristas se concentraram no QG do Exército, em Brasília, após saírem da Esplanada(foto: SERGIO LIMA / AFP)
Bolsonaristas se concentraram no QG do Exército, em Brasília, após saírem da Esplanada (foto: SERGIO LIMA / AFP)
Em São Paulo, por sua vez, a maior parte dos manifestantes se concentraram na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Artes de São Paulo (Masp). O ato, contra o governo de Jair Bolsonaro, durou 1h30min no período da tarde. A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e deputada federal Gleisi Hoffmann esteve no protesto, que contou com torcidas organizadas, como as do São Paulo e do Palmeiras.

Grupo pró-democracia se reuniu na Avenida Paulista, em São Paulo(foto: NELSON ALMEIDA / AFP)
Grupo pró-democracia se reuniu na Avenida Paulista, em São Paulo (foto: NELSON ALMEIDA / AFP)
Já na região do Viaduto do Chá, apoiadores do presidente Bolsonaro se reuniram e criticaram bastante o governador de São Paulo, João Dória (PSDB). O prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), também não escapou das críticas. Dezenas de manifestantes compareceram ao ato. A Polícia Militar de São Paulo não estimou nenhum dos públicos.


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