
“Ao afirmar que Secretários de Saúde falseiam dados sobre óbitos decorrentes da Covid-19 em busca de mais “orçamento”, o secretário, além de revelar sua profunda ignorância sobre o tema, insulta a memória de todas aquelas vítimas indefesas desta terrível pandemia e suas famílias. A tentativa autoritária, insensível, desumana e antiética de dar invisibilidade aos mortos pela COVID-19 não prosperará”, diz o texto, assinado pelo presidente do Conass, Alberto Beltrame.
O Brasil soma 35.026 mortes em decorrência da doença. No entanto, na visão de Wizard, mesmo ante a subnotificação admitida por estados e pelo Ministério da Saúde, os dados foram inflados.
“Tinha muita gente morrendo por outras causas e os gestores públicos, puramente por interesse de ter um orçamento maior nos seus municípios, nos seus estados, colocavam todo mundo como covid. Estamos revendo esses óbitos”, disse, nessa sexta-feira.
Na nota oficial, o Conass afirma que as declarações do novo integrante da saúde federal “menospreza a inteligência” da população. “(A fala de Wizard) ofende Secretários, médicos e todos os profissionais da saúde que têm se dedicado incansavelmente a salvar vidas. Wizard menospreza a inteligência de todos os brasileiros, que num momento de tanto sofrimento e dor, veem seus entes queridos mortos tratados como “mercadoria”.
“Sua declaração grosseira, falaciosa, desprovida de qualquer senso ético, de humanidade e de respeito, merece nosso profundo desprezo, repúdio e asco. Não somos mercadores da morte”, termina o Conass.
