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Estado de Minas INQUÉRITO

Polícia Federal quer ouvir Bolsonaro e pede prorrogação do inquérito

Requerimento foi direcionado ao Supremo Tribunal Federal


postado em 29/05/2020 21:18 / atualizado em 29/05/2020 21:58

Jair Bolsonaro(foto: Isac Nóbrega/PR)
Jair Bolsonaro (foto: Isac Nóbrega/PR)

A Polícia Federal formulou um requerimento ao Supremo Tribunal Federal para estender por mais 30 dias o inquérito que investiga uma possível interferência do presidente da República, Jair Bolsonaro, na PF. A informação foi divulgada pela Globo News.

No pedido, realizado pela delegada Christine Machado nesta sexta-feira, consta que existe a intenção de que Bolsonaro seja ouvido na investigação

O ministro Celso de Mello, relator do inquérito no STF, pediu ao procurador-geral da República, Augusto Aras, que se manifeste sobre o requerimento.

Além de Bolsonaro, a Polícia Federal pretende ouvir Miguel Ângelo Braga Grilo, chefe de gabinete do vereador Flávio Bolsonaro, do Rio de Janeiro, e outras pessoas.

O órgão também deseja analisar se houve edição no vídeo da reunião ministerial de 22 de abril – citada pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, como mais um momento em que Bolsonaro o pressionou desejando interferir na PF – e periciar o celular de Moro.  

Veja abaixo um trecho do requerimento da PF

Considerando que o prazo fixado para efetivação das diligencias investigatórias já se esgotou, expeça-se ofício ao excelentíssimo ministro relator requerendo-se a concessão de prazo de 30 dias para continuidade das investigações, tendo em vista a existência de diligencias pendentes de realização, imprescindíveis ao esclarecimento dos fatos, como o exame de edição dos arquivos do vídeo da reunião ministerial, a análise das mensagens do telefone celular de Sergio Moro, a resposta da delegacia responsável pela investigação sobre o pedido de informação sobre a produtividade da superintendência do Rio de Janeiro, a resposta do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional quanto ao pedido de dados a respeito das trocas de comando da chefia da segurança do presidente da República, o recebimento das copias dos inquéritos já indicados com tramite perante a superintendência do Rio de Janeiro e a análise das informações, assim como das oitivas de Paulo Roberto Freire Marinho, Miguel Ângelo Braga Grilo e do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, além de outras julgadas necessárias pela autoridade de polícia.


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