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Estado de Minas VÍDEO DE REUNIÃO

'A verdade foi dita', afirma Moro após divulgação da reunião ministerial

Ex-ministro acusou o presidente Jair Bolsonaro de interferir na Polícia Federal


postado em 22/05/2020 20:46 / atualizado em 23/05/2020 00:29

Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, acusou o presidente da República, Jair Bolsonaro, de tentar interferir na Polícia Federal(foto: EVARISTO SÁ/AFP)
Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, acusou o presidente da República, Jair Bolsonaro, de tentar interferir na Polícia Federal (foto: EVARISTO SÁ/AFP)

Por meio de sua conta no Twitter, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, comentou a divulgação do vídeo da reunião de ministerial de 22 abril. Ao sair do governo, o ex-juiz da Lava Jato apontou o conteúdo da gravação como prova de uma suposta tentativa de interferência do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) na Polícia Federal.



A verdade foi dita, exposta em vídeo, mensagens, depoimentos e comprovada com fatos posteriores, como a demissão do DIretor Geral da PF e a troca na superintendência do RJ. Quanto a outros temas exibidos no vídeo, cada um pode fazer a sua avaliação”, tuitou o ex-ministro por volta das 20h desta sexta-feira.


Interferência

Na gravação analisada e divulgada nesta sexta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, Bolsonaro afirma que, por insatisfação, realizaria interferências em ministérios.

“Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro oficialmente e não consegui. Isso acabou. Eu não vou esperar fuder minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura. Vai trocar; se não puder trocar, troca o chefe dele; não pode trocar o chefe, troca o Ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira”, disse Bolsonaro.

O presidente ainda reclamou dos serviços de inteligência e disse que iria agir.

“Me desculpe o serviço de informação nosso – todos – é uma vergonha, uma vergonha, que eu não sou informado, e não dá para trabalhar assim, fica difícil. Por isso, vou interferir. Ponto final. Não é ameaça, não é extrapolação da minha parte. É uma verdade”.

*Estagiário sob supervisão do editor Bruno Furtado

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