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Estado de Minas REDES SOCIAIS

Moro faz contraponto a Bolsonaro ao fazer alerta: ''cuide-se!''

O ex-ministro usou o Twitter nesta quinta-feira para defender o isolamento social e, também, continuar sua "artilharia" contra o presidente


postado em 30/04/2020 10:00 / atualizado em 30/04/2020 11:52

(foto: Wikimédia Commons)
(foto: Wikimédia Commons)


O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro voltou às redes sociais, nesta quinta-feira (30), para se pronunciar a respeito da pandemia do coronavírus no país.

Moro lamentou que o número de mortes provocadas pela COVID-19 tenha ultrapassado a marca de cinco mil vítimas, nessa quarta-feira (29). Número até aqui superior a contabilidade na China, origem da pandemia e país em população muito superior ao Brasil.

"Número de mortos vítimas do coronavírus no Brasil cresce de forma expressiva, infelizmente. Passamos de cinco mil mortos. Há uma incerteza em relação à evolução da pandemia. Cuide-se! Se não puder ficar em casa, tome cautelas ao sair", destacou Moro.

Culpa


O comentário do ex-juiz e também ex-ministro acontece um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) culpar governadores e prefeitos pelas mortes da COVID-19, tendo em vista as políticas de isolamento social.

 

A quarentena é uma recomendação sugerida por autoridades médicas e sanitárias do mundo inteiro como medida para evitar um colapso do atendimento sistema de saúde.

A declaração de Moro vem também dois dias depois depois de Bolsonaro afirmar  "e daí?", ao ser questionado pela mortandade entre brasileiros pela COVID-19.

Avesso


A mensagem de Moro é o avesso do que vem defendendo o presidente desde o início da epidemia do coronavírus no país. Bolsonaro é contrário ao isolamento social. Para ele, devem fazer quarentena apenas as pessoas que estão no grupo de risco.

Ônus da prova


De forma direta, nessa quinta-feira, em entrevista à imprensa, na portaria do Palácio da Alvorada, o presidente mencionou o seu ex-ministro.

De acordo com o presidente, ao repercutir a troca no comando da Polícia Federal, "o ônus da prova cabe a quem acusa." 

Em pronunciamento, na sexta-feira passada (24), ao pedir demissão do cargo, Moro disse que deixava o governo porque não admitia o desejo do presidente de interferir na Polícia Federal na troca do comando da corporação.

Bolsonaro rebateu as acusações de seu ex-ministro dizendo que Moro, na verdade, fazia da indicação do comando da PF moeda de troca para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.


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