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Estado de Minas POLÍTICA

Servidores da saúde protestam e pressionam Zema por 13º salário

Manifestação aconteceu em frente ao Hospital João XVIII; categoria ameaça greve


postado em 21/01/2020 15:45 / atualizado em 21/01/2020 16:07

Cartazes ironizavam ações do governo Zema(foto: Luiz Henrique Campos/EM/ D. A.Press)
Cartazes ironizavam ações do governo Zema (foto: Luiz Henrique Campos/EM/ D. A.Press)
Cerca de 100 pessoas participaram de uma manifestação contra o governador Romeu Zema (Novo) em frente ao Hospital João XXIII, no Bairro Santa Efigênia, Região Leste de Belo Horizonte, na manhã desta terça-feira. O protesto foi realizado pelos servidores públicos da saúde, que reivindicam o pagamento integral do 13º salário de 2019.

Cartazes com dizeres de “5 anos sem nenhum aumento e agora sem 13º salário”, “Zema quer destruir a saúde” e “Governo Zema sucateia os hospitais da Fhemig” foram afixados na fachada do hospital. Gritos de “Zema caloteiro, cadê nosso dinheiro” também ecoava no local do protesto.

O governo de Minas Gerais anunciou que o 13º dos servidores estaduais que tinham direito a receber até R$ 2,5 mil líquidos foi pago nesta terça-feira. Em nota, o Executivo afirma que 75% do total de servidores mineiros já foram contemplados com o pagamento do benefício natalino de forma integral ou parcial. Com os valores pagos, 70% dos servidores da educação e 50% da saúde já tiveram acesso ao recurso.

Risco de greve

O coordenador do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde), Renato Barros, afirmou ao Estado de Minas estar surpreendido com o anúncio do pagamento referente ao 13º salário feito pelo governo, antes da reunião já agendada com o secretário de Planejamento e Gestão, Otto Levy, para a próxima quinta-feira, na Cidade Administrativa.

“Estamos mais uma vez surpreendidos com a decisão unilateral do governo, sem discutir com as entidades envolvidas. Foi desrespeitosa, já que está marcada uma reunião para resolver como será o pagamento da área da saúde. O que nós estamos cobrando é respeito e isonomia de tratamento. Dependendo da conversa que teremos hoje, vamos decidir se terá mesmo greve no setor”, afirmou o sindicalista.


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