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Estado de Minas

'De certa maneira, este ano já pagamos 13 salários para servidores', diz Zema em encontro do Novo

Em discurso para correligionários, o governador Romeu Zema afirmou que vai apresentar em 2020 os projetos de reforma administrativa e previdenciária e de privatização da Cemig e de outras estatais mineiras.


postado em 14/12/2019 16:26 / atualizado em 14/12/2019 18:18

(foto: Gil Leonard/Agência Minas)
(foto: Gil Leonard/Agência Minas)
Com pouco tempo para viabilizar a operação que antecipa os créditos do nióbio ainda em 2019, o governador Romeu Zema (Novo) afirmou ontem que seu governo já pagou 13 salários aos servidores mineiros e trabalha para quitar abono de Natal deste ano. 

O governador não apresentou uma data para o pagamento do 13º salário, mas afirmou que sua equipe ainda trabalha para que o dinheiro entre na conta dos servidores este ano.

A equipe econômica do governo de Minas corre contra o tempo para viabilizar a operação de crédito na Bolsa de Valores de São Paulo e espera anunciar nos próximos dias quando o benefício será pago.

“Pagamos o 13º salário que o último governo não pagou. Este ano ainda não temos dinheiro para pagar nosso 13º, mas já pagamos o do governo anterior, que não honrou. Então, de certa maneira, este ano já pagamos 13 salários para o funcionalismo”, disse Zema.

O governador passou a lembrar o fato de que seu governo foi responsável por quitar o benefício que o ex-governador Fernando Pimentel (PT) deixou pendente nas últimas semanas.

Após o encontro partidário, o governador se reuniu com os secretários de Planejamento Otto Levy e da Fazenda Gustavo Barbosa para discutir a situação da operação de crédito do nióbio.

Em novembro, quando apresentou à Assembleia o projeto que prevê a antecipação dos recursos arrecadados pela Codemig com a exploração do nióbio até 2032, o secretário Otto Levy afirmou aos deputados que precisaria de agilidade na aprovação do projeto. Segundo o secretário, após a aprovação no Legisltivo, seriam necessárias cerca de quatro semanas para que fosse realizada a operação de crédito na bolsa.

Nesta semana Otto afirmou que as tratativas com a bolsa já estavam acontecendo e que a Comissão de Valores Mobiliários informaria o governo quando será possível marcar o leilão.

Reformas e privatizações

Durante encontro estadual do Partido Novo, em um centro de convenções da região Centro-Sul da capital, o governador prometeu apresentar para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 2020 as reformas previdenciária e administrativa, que vão mudar estruturas de remuneração dos novos servidores que ingressarem no Poder Executivo e permitir equilibrar as contas do estado.

“Um recém-formado presta concurso e já começa ganhando R$ 20 mil mensais. Claro que a pessoa tem que ganhar bem, mas um recém-formado pode muito bem começar ganhando R$ 6 mil e ir aumentando seu salário gradativamente. É isso que a reforma administrativa prevê, uma escala diferente da atual”, disse Zema.

Segundo ele, as novas regras da reforma administrativa não vão afetar os servidores que já estão na ativa. Outro pilar apontado por Zema para o plano de recuperação fiscal será a privatização da Cemig e da Copasa.

Neste ano, o governador apresentou na Assembleia o projeto que prevê a venda da Codemig, mas ele ainda não foi votado. Em 2020, também serão apresentados aos deputados propostas para a venda de outras estatais. Em discurso para integrantes do Partido Novo, Zema relembrou seu início da política e dos motivos que o levaram a se candidatar em 2018.

“Não tenham medo de se lançarem candidatos, mesmo que tiverem pouca chance de vencer. Lembre-se do meu caso, em que ninguém considerava que eu tinha chance na disputa com o então governador Pimentel e com o ex-governador Anastasia”, disse.

Zema considerou que os seis meses de campanha eleitoral e as viagens pelo estado no ano passado serviram para ele como uma pós-graduação e que teve a oportunidade de conhecer a fundo os problemas da vida real de milhões de mineiros.


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