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Estado de Minas

Câmara de BH vota cassação de Wellington Magalhães nesta sexta-feira

Reunião extraordinária foi aberta com o registro de 33 vereadores presentes


postado em 22/11/2019 10:06 / atualizado em 22/11/2019 10:14

Seis denúncias contra Wellington Magalhães serão votadas nesta sexta-feira(foto: Jair Amaral/EM/D. A. Press)
Seis denúncias contra Wellington Magalhães serão votadas nesta sexta-feira (foto: Jair Amaral/EM/D. A. Press)
Os vereadores de Belo Horizonte decidem nesta sexta-feira se mantém ou cassam o mandato do colega Wellington Magalhães (DC) por quebra de decoro parlamentar. Na abertura da sessão, a presidente Nely Aquino informou que a votação será fatiada em seis pontos, abordando cada uma das acusações, sendo que o parlamentar perde o cargo se em qualquer uma delas forem alcançados 28 votos pela cassação.

As infrações que os parlamentares vão avaliar são improbidade administrativa e fraude em licitação pública; exercício do mandato portando tornozeleira eletrônica; tráfico de influência; ameaças a outros vereadores e cidadãos; abuso de prerrogativa na ampliação do próprio gabinete e eliminação do Plenário Paulo Portugal; e falsa declaração prestada às autoridades públicas.

A reunião foi aberta com o registro de 33 presentes. Autor da denúncia, o vereador Mateus Simões (Novo) não pode votar. Por isso foi substituído pelo suplente Bernardo Ramos

Simões disse esperar que, desta vez, Magalhães seja cassado pela Casa. Segundo ele, a denúncia apresentada foi "mais robusta" que a anterior, na qual ele foi absolvido pelo plenário em agosto do ano passado. A separação da votação, segundo ele, ocorreu porque, havendo seis infrações diferentes, elas devem ser votadas em separado.

Para Mateus Simões, a votação fatiada prejudica Wellington Magalhães. "É o cumprimento da regra, mas me parece que prejudica, porque se alguém tiver dúvida de qualquer um dos delitos vai poder votar", disse, ressaltando que a corrupção é a infração mais grave. De acordo com o denunciante, depoimento comprovou que o parlamentar recebeu vinhos e viagens internacionais como propina para favorecer uma empresa. 

Na véspera da votação, o Ministério Público abriu investigação sobre o suposto pagamento a vereadores para votar contra a cassação de Wellington Magalhães. Segundo o inquérito, os vereadores Pedro Bueno e Eduardo da Ambulância, do Podemos, teriam recebido respectivamente R$ 100 mil e R$ 200 mil para livrar Wellington Magalhães da cassação.

Mateus Simões, que negou ser autor da denúncia feita ao MP, afirmou que, caso o resultado seja favorável a Magalhães, a investigação deve continuar. "É inexplicável que um vereador apontado como culpado por duas comissões processantes seja salvo porque tem amigos nesta Casa", disse.

Confira as seis denúncias que serão julgadas nesta sexta-feira


1.    Improbidade administrativa e fraude em licitação pública;

2.    Exercício do mandato portando tornozeleira eletrônica;

3.    Tráfico de influência;

4.    Ameaças a outros Vereadores e cidadãos;

5.    Abuso de prerrogativa na ampliação do próprio gabinete e eliminação do Plenário Paulo Portugal;

6.    Falsa declaração prestada às autoridades públicas.


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