Publicidade

Estado de Minas

Processo de cassação de Wellington Magalhães avança na Câmara de BH

Vereador do DC apresentou a defesa prévia na última quarta-feira, mas não convenceu o relator da Comissão Processante


postado em 10/09/2019 17:59 / atualizado em 10/09/2019 17:58

Esta é a segunda vez que Wellington Magalhães enfrenta um processo que poderá levar à cassação do seu mandato(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)
Esta é a segunda vez que Wellington Magalhães enfrenta um processo que poderá levar à cassação do seu mandato (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)
O relatório da Comissão Processante que analisa a cassação do vereador Wellington Magalhães (DC), formulado pelo parlamentar e relator Elvis Côrtes (PHS), foi favorável ao seguimento das investigações. O político do Democracia Cristã é acusado de quebra de decoro e está com o mandato ameaçado na Câmara Municipal de Belo Horizonte.
 
No parecer favorável, Elvis enfatiza: "Reitera-se que a presente decisão de prosseguimento não implica a constatação da materialidade dos fatos, tampouco confere juízo de autoria dos fatos narrados nas denúncias", diz um trecho.  

Wellington Magalhães é suspeito de fraudar licitações quando era presidente da Casa, com desvio de R$ 30 milhões, além de ser acusado de fraude, tráfico de influência e de fazer ameaças a colegas.

A representação pela cassação de Wellington Magalhães foi apresentada pelo vereador Mateus Simões (Novo), junto do advogado Mariel Marra, em 28 de junho de 2019. Ela foi aceita de forma unânime pela Casa, em 14 de agosto, quando 39 vereadores votaram pela abertura da Comissão Processante.

Além de Elvis Côrtes, compõem a comissão Preto (DEM - presidente) e Maninho Félix (PSD - membro). O grupo tem até novembro para apresentar o relatório, encaminhando ou não pela cassação do mandato de Wellington Magalhães.

Na defesa prévia de Wellington Magalhães, apresentada na última quarta-feira ao relator, o parlamentar. “Beira ao absurdo a assertiva veiculada pelo vereador Mateus Simões no sentido de que ‘a legitimidade do denunciado se esvai na medida em que há essa clara mudança de status político’, tendo em vista que não pesa sobre Wellington Magalhães, repita-se, nenhuma condenação”.

Em um ano, esta é a segunda vez que Wellington Magalhães enfrenta um processo que poderá levar à cassação do seu mandato. Em agosto de 2018, o plenário arquivou uma denúncia contra o parlamentar.


Publicidade