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Estado de Minas

Queiroz mora em bairro nobre de São Paulo e teve estado de saúde agravado, diz revista

Sem dar pistas de seu paradeiro desde janeiro, ex-assessor de Flávio Bolsonaro foi visto durante ida ao centro de oncologia do Hospital Albert Eistein


postado em 30/08/2019 09:26 / atualizado em 30/08/2019 10:54

(foto: SBT/Reprodução)
(foto: SBT/Reprodução)

"Desaparecido" desde janeiro deste ano, quando ganhou as manchetes por suposto envolvimento em um escândalo financeiro ao lado do senador Flávo Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz teve seu paradeiro revelado pela Revista Veja. Ele hoje vive no Morumbi, bairro nobre de São Paulo, para facilitar o deslocamento até o Hospital Albert Einstein, onde trata um câncer de intestino grosso. Segundo a Veja, o ex-assessor de Flávio teve seu estado de saúde agravado nos últimos tempos e, atualmente, se mantém focado no tratamento oncológico. 

A reportagem, que passou três meses seguindo rastros e pistas de Queiroz, deu detalhes da rotina dele. O assessor da família Bolsonaro foi fotografado no setor de marcação de consultas e exames do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Albert Einstein, sem familiares ou seguranças. Ele também foi visto no café do estabelecimento, de boné preto e óculos de grau.

Um amigo do ex-assessor, o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), teria dito à Veja que a circurgia que ele fez no fim do ano, pouco depois do escândalo envolvendo seu nome, não resolveu o tumor. "Ele escreveu que ainda estava baqueado", disse Amorim, que afirma trocar mensagens com Queiroz. 

Segundo a revista, o tumor de Queiroz pode ter avançado pelo fato de ele ter interrompido os cuidados com a saúde durante o tempo em que fugiu dos holofotes da imprensa. Realizada no início deste ano, a cirurgia custou R$ 64,58 mil e foi paga em espécie.

Movimentações suspeitas


Queiroz ficou conhecido depois que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou um valor suspeito em sua conta. A tese apresentada pelo Ministério Público é de que o montante teria conexão a um sistema de coleta e repasse de dinheiro de funcionários do gabinete do senador Flávio Bolsonaro quando o mesmo ainda era deputado estadual do Rio de Janeiro. 
 
Inicialmente, a quantia foi justificada como um lucro de vendas de carros usados. Algum tempo depois, o ex-assessor mudou sua versão, afirmando que recolhia parte dos salários dos funcionários do gabinete com o objetivo de contratar mais pessoas para a equipe do chefe, sem conhecimento do próprio. 

O MP identificou uma emissão de cheques de Queiroz no valor de R$ 24 mil para a conta da atual primeira-dama Michelle Bolsonaro. A justificativa foi de que os depósitos foram realizados seriam para quitar um empréstimo pessoal concedido pelo atual presidente Jair Bolsonaro. 

Não existe ordem de prisão ou determinação para depoimento emitida para Fabrício Queiroz. Em julho, o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, suspendeu as investigações criminais que utilizam, sem autorização judicial, dados de órgãos como o Coaf, Banco Central e Receita Federal. O ministro afirmou que levaria sua decisão para o plenário do STF até novembro. 







 
 


 


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