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Estado de Minas

Relator pede cassação de Cláudio Duarte acusado de 'rachadinha' na Câmara de BH

Vereador do PSL é acusado de cobrar parte dos salários dos servidores do gabinete, segundo inquérito da Polícia Civil


postado em 23/07/2019 17:42 / atualizado em 23/07/2019 18:12

(foto: Bernardo Dias/CMBH)
(foto: Bernardo Dias/CMBH)

O vereador Mateus Simões (Novo) protocolou no final da tarde desta terça-feira o relatório em que encaminha pela cassação do vereador Claúdio Duarte (PSL), alvo de investigação na Comissão Processante da Câmara Municipal de Belo Horizonte, por quebra de decoro.


Segundo Simões, três razões o levaram a encaminhar para que Duarte perca o mandato. Além da acusação de “Rachadinha”, motivo que levou o parlamentar a ficar preso e também afastado do mandato, ao longo das investigações foram verificados outros problemas.

“Contradição entre manifestações do vereador nas declarações perante a polícia e perante a comissão, o que significa que ele mentiu em procedimento públicoe a prisão por ordem judicial em virtude de investigações relacionadas ao mandato”, afirmou.


O relatório agora deve ser votado na comissão. Nos próximos dias o presidente do grupo, vereador Coronel Piccinini (PSB), vai convocar reunião para votar o texto de Simões. Na sequência ele será levado ao plenário. 

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu em 22 de maio o inquérito policial que apurou o desvio de recursos públicos por Cláudio Duarte.

Ele foi preso temporariamente em 2 de abril e deixou a Penitenciária Nelson Hungria 10 dias depois. O parlamentar chegou a ficar 60 dias afastado da Câmara a pedido da Justiça.

Em depoimento à comissão, em 10 de junho, Duarte negou a existência do esquema em seu gabinete. Ele alegou que sua prisão e o processo que responde na Câmara são fruto de uma ação arquitetada por outro vereador da Casa. No entanto, afirmou que diante da gravidade e da periculosidade do adversário, ele preferia não revelar o nome para evitar perder “a paz” e a própria vida.

O esquema foi denunciado por um dos assessores do parlamentar, Marcelo Caciano, a quem o vereador atribui todas as irregularidades apontadas pela polícia. Entre elas a de que um dos funcionários recebia em folha R$ 11 mil, mas era repassado apenas R$ 1 mil a ele mensalmente.

O vereador contou que ao tomar conhecimento da situação exonerou o funcionário Sérgio Reis, que, por sua vez, disse que o cartão ficava com Marcelo. Mas, o assessor, ao ser informado que também seria desligado o ameaçou.  

 


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