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Estado de Minas

Vereador de BH diz sofrer ameaças para votar contra cassação de colega da 'rachadinha'

Jair di Gregório (PP) usou o microfone do plenário para dizer que não vai aceitar ser acuado e adiantou que votará para que Cláudio Duarte (PSL) perca o mandato


postado em 03/07/2019 15:55 / atualizado em 03/07/2019 19:35

(foto: Karoline Barreto/CMBH)
(foto: Karoline Barreto/CMBH)

O clima na Câmara Municipal de Belo Horizonte segue tenso envolvendo os casos de cassação na Casa. No começo da sessão desta quarta-feira, o vereador Jair di Gregório (PP) usou o microfone do plenário para denunciar que está sendo ameaçado por um assessor do vereador Cláudio Duarte (PSL) para que vote contra a cassação dele.

“O Cláudio Duarte da farmácia está usando o assessor Welington Silva, vulgo 'Pretinho', para fazer pressão sobre nós, vereadores, para que não o cassemos na denúncia de rachadinha no seu gabinete”, afirmou.

Ainda de acordo com Jair, nos bastidores, assessores estariam espalhando boatos de possíveis denúncias contra alguns parlamentares da Casa. “Vou até a segurança da Casa fazer uma denúncia e também à Delegacia de Crimes Cibernéticos contra o Cláudio da drogaria”, disse. E complementou: “Quem votar para salvar a pele desse cidadão vai ser investigado pelo Ministério Público”. 


Cláudio Duarte é investigado em processo de cassação pela Comissão Processante da Câmara por quebra de decoro pela acusação de “rachadinha”. O termo se refere à prática de parlamentares contratarem comissionados e exigirem que eles devolvam parte do salário ao patrão.


A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu em 22 de maio o inquérito policial que apurou o desvio de recursos públicos por Cláudio Duarte. Ele foi preso temporariamente em 2 de abril e deixou a Penitenciária Nelson Hungria 10 dias depois. O parlamentar voltou à Câmara na semana passada, após 60 dias afastado por determinação da Justiça.


Em fala à comissão que o investiga, Duarte negou a prática e disse que é alvo de perseguição de outros parlamentares, sem, no entanto, revelar quais os nomes.


 

Em contato no gabinete de Cláudio Duarte, o próprio assessor, Welington Silva, acusado por Jair, disse apenas que as ameaças “não ocorreram” e que vai se informar sobre seus direitos na corregedoria da Casa

 


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