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Estado de Minas

ALMG libera pagamento de jetons a secretários de Zema

Gratificação aumenta salário dos secretários de R$ 10 mil para até R$ 35,4 mil


postado em 18/07/2019 12:53 / atualizado em 18/07/2019 16:15

(foto: Juliana Cipriani/EM)
(foto: Juliana Cipriani/EM)

Os jetons pela participação em conselhos que podem aumentar os salários dos secretários do estado de Minas Gerais de R$ 10 mil para até R$ 35,4 mil foram liberados pela Assembleia Legislativa na manhã desta quinta- feira (18). Com várias críticas ao governador Romeu Zema (Novo),  os deputados mantiveram o veto do Executivo ao artigo que proibiria o pagamento por 33 votos a 14. Um deputado votou em branco.

Para derrubar o veto de Zema eram necessários 39 votos.


Por 37 votos a 11, deputados também mantiveram o veto de Zema a artigo que restringiria a contratação de comissionados no estado. Por ele, 70% dos cargos em áreas meio deveriam ser reservados a funcionários efetivos e nas atividades finalísticas a proporção seria de 50%.

O governador havia vetado nove dispositivos da reforma administrativa, entre os quais dois foram derrubados. Um acabaria com a destinação de 3% da verba de publicidade do governo para a Rede Minas e a Rádio Inconfidência. A outra cria três superintendências do meio ambiente (Supram)  no estado.

O governo conseguiu liberar o pagamento de jetons em meio a críticas da oposição e de parlamentares dos blocos independentes.

Críticas e cobranças


O líder da minoria, deputado Ulysses Gomes (PT), pediu destaque da votação do artigo que proibiu secretários de receber jeton e cobrou coerência do executivo e dos colegas. Ele reproduziu por quatro vezes em plenário o áudio em que o então candidato a governador Romeu Zema dizia que ele e os secretários de estado não receberiam salário. "A prática do governo é outra, é a política dos puxadinhos e das indicações políticas", disse.
 
O líder do bloco independente, deputado Sávio Souza Cruz (MDB), afirmou que votaria em branco na emenda do jetons e na que restringe os cargos comissionados e liberou a bancada para votar como quisesse. O emedebista apontou a mudança de posição de Zema, que disse sofrer de transtorno bipolar, como motivo de sua abstenção.


O deputado estadual Bruno Engler (PSL) aproveitou a sessão para criticar os colegas do Novo que, segundo ele, não ajudaram o governo do presidente Jair Bolsonaro na votação da Reforma da Previdência. "O Novo é muito bom para tacar pedra quando não estão no governo. Quando tem a cadeira do governador pedem a nossa compreensão. Vou votar contra o veto e pelos princípios do Novo, que é contra os privilégios", afirmou.

Vitória do governo


O líder do governo, deputado Luiz Humberto Carneiro (PSDB), disse que as críticas fazem parte, mas que o resultado "bastante favorável" ao governo. Segundo ele a votação atendeu ao acordo de líderes no qual o Executivo também cedeu sobre a derrubada de dois pontos do veto parcial.

"Diria que é uma vitória de Minas, até porque essa votação dos vetos liberar a Casa para apreciar outros projetos", afirmou o líder do governo.

O pedido para liberar o pagamento dos jetons veio do governador Romeu Zema, que reviu o discurso de campanha, quando comparava o adicional a um "puxadinho" para engordar os salários. Agora no cargo, Zema alegou que os salários dos secretários de estado de Minas são menores que os dos titulares de pastas no município de BH e em outros estados.

Em entrevista recente ao Estado de Minas, ele afirmou que a ideia de incluir os secretários na promessa de não receber salários até que os servidores públicos deixassem de receber os vencimentos parcelados foi uma ideia de sua equipe de marketing. Zema disse ainda que concordou com a inclusão porque naquele momento não acreditava que venceria a eleição. 

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