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Estado de Minas

Deputados do Novo fecham questão por veto de Zema que libera jetons de secretários

Os parlamentares haviam sido a favor da proibição do pagamento quando a ALMG aprovou emenda à reforma com a regra


postado em 04/07/2019 13:31 / atualizado em 04/07/2019 19:29

O vice-líder Guilherme da Cunha afirmou que o partido é liberal, mas com responsabilidade (foto: Flávia Bernardo / ALMG)
O vice-líder Guilherme da Cunha afirmou que o partido é liberal, mas com responsabilidade (foto: Flávia Bernardo / ALMG)

Depois de ajudar a aprovar a emenda que proibiria o pagamento de jetons aos secretários, a bancada do Novo, partido do governador Romeu Zema, na Assembleia fechou questão pela manutenção do veto do Executivo à regra. Com isso, os três parlamentares não vão barrar o pagamento extra.

A mudança ocorreu depois de um apelo do governador para que a Assembleia mantenha a posição para não inviabilizar administrativamente o governo mas, mesmo com o posicionamento conjunto, os três votos da legenda não estão garantidos.

No dia da votação da emenda, incluída a contragosto do governo, somente o vice-líder Guilherme da Cunha votou com o Executivo. Os deputados Laura Serrano e Bartô votaram a favor da proibição dos jetons por considerar uma forma pouco transparente de remuneração.

Orientação partidária


O trio se reuniu nessa quarta-feira (3) e, segundo Guilherme da Cunha, fechou questão por manter o veto. “Temos orientação partidária neste sentido e o novo apoia a manutenção do veto, porque é a medida responsável a ser tomada para preservar o governo o mais eficiente possível para 21 milhões de mineiros”, disse.

Segundo Cunha, o jeton será usado para aumentar os salários porque o governo está impedido de dar aumentos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Questionado sobre a política do partido, de ser liberal também em relação aos votos dos deputados, o vice-líder de Zema disse que o princípio é de liberdade com responsabilidade.

“Estamos conscientes que de acordo com nosso valor de liberdade com responsabilidade, neste momento devemos proceder desta maneira”, disse. Ainda segundo Guilherme da Cunha, o salário será limitado ao teto estadual e, com isso, não vai haver privilégios.

Conselhos


O vice-líder de governo afirmou que os jetons são necessários e que “o triste á para o próprio secretário que terá de trabalhar mais”. A remuneração extra de até R$ 25,4 mil é garantida com a participação em uma ou duas reuniões dos conselhos de empresas públicas por mês. Sobre a baixa frequência, Cunha rebateu: “Uma ou duas são mais que zero reuniões”, disse.

O voto do deputado Bartô, que tem sido o parlamentar mais crítico do Novo ao governo, será pela abstenção. Ele afirmou que continua sendo contra o pagamento dos jetons. "Irei me abster, pois teve a prerrogativa estatutária de voto vinculante onde não posso votar contra", afirmou.

Questionado sobre isso, o vice-líder Guilherme da Cunha disse não ter como garantir votos dos colegas. “Voto só garanto o meu mesmo.”


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