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Estado de Minas

Pagamento de jetons é 'evolução' do governo Zema, diz líder da base

Deputados aproveitaram a presença do secretário de governo Custódio Mattos para fazer questionamentos sobre promessas de campanha


postado em 10/06/2019 15:53 / atualizado em 10/06/2019 16:38

"É um governador que evoluiu e está mais maduro", disse o deputado Gustavo Valadares (foto: Sarah Torres/Assembleia Legislativa de Minas Gerais)
O líder do bloco da base de governo na Assembleia, deputado Gustavo Valadares (PSDB), chamou nesta segunda-feira de “evolução” o não cumprimento de algumas promessas de campanha por parte do governador Romeu Zema (Novo). Entre elas, reafirmou que os secretários vão continuar recebendo os jetons pela participação em conselhos como forma de aumentar os salários.

“Não se pode governar com demagogias que foram praticadas em tempos eleitorais. É um governador que evoluiu e está mais maduro”, disse o tucano.

Valadares afirmou que o ex-governador Fernando Pimentel (PT) também prometeu concluir hospitais regionais e não o fez. O tucano disse aos colegas parlamentares que todos ali já deixaram de cumprir compromissos de campanha, mas reforçou: “Todos já tivemos promessas não cumpridas mas as desse governo são uma evolução”.

O secretário de governo Custódio Mattos (PSDB) reafirmou que o governo continuará pagando jeton e indicou que isso pode ocorrer mesmo se a Assembleia derrubar o veto enviado à Casa (que derruba a proibição do pagamento).

Segundo ele, a emenda aprovada na Assembleia “não atinge” a prática porque trouxe um erro ao falar em indenização e não em remuneração. Ainda segundo Custódio, a lei é clara ao permitir a participação de secretários em conselhos fiscais.

O secretário de governo disse que a intenção do governador Romeu Zema era aumentar os salários dos titulares das pastas, que hoje é de R$ 10 mil brutos, mas não seria possível por causa da lei de responsabilidade fiscal.

O questionamento sobre os jetons foi feito pelo deputado Alencar da Silveira (PDT), autor da emenda, que garantiu que o texto estava correto e proíbe o pagamento. O deputado também causou embaraço ao colocar um áudio do governador Romeu Zema na reunião. Nele, o então então candidato dizia estar registrando em cartório que nem ele, nem o vice-governador e os secretários receberiam salários enquanto durasse o parcelamento dos vencimentos do funcionalismo.

Custódio não respondeu se continuaria trabalhando sem receber jeton, quando questionado. Também afirmou que não entraria nas provocações do líder de um dos blocos independentes, Sávio Souza Cruz (MDB), quando ele colocou em dúvida se o secretariado iria permanecer trabalhando nas atuais condições.

Os deputados estaduais aproveitaram a presença do secretário de Governo Custódio Mattos (PSDB) na Assembleia Legislativa nesta segunda-feira para fazer uma lista extensa de cobranças ao governador Romeu Zema. Entre elas, os parlamentares pediram que ele seja mais incisivo ao pedir do governo federal recursos para Minas Gerais.

Além de aliados que se somaram às cobranças da oposição, o líder da base, Gustavo Valadares foi enfático ao dizer que Zema precisa ter mais “gana” para governar. Apesar disso, o tucano disse que a relação do Executivo com a Assembleia tem melhorado.

Além da relação de Zema com a política, os parlamentares perguntaram se a execução das emendas parlamentares e o pagamento aos municípios continuarão sendo feitos pelo governo durante o ajuste fiscal. Também houve cobrança de verbas de saúde e reclamações da falta de diálogo por parte de alguns integrantes do primeiro escalão do governo.


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