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Estado de Minas

Novo pedido de cassação de Wellington Magalhães será entregue na sexta-feira, diz Mateus Simões

Vereador do Novo afirma que o fato do colega estar de tornozeleira eletrônica já representa quebra de decoro


postado em 26/06/2019 18:26 / atualizado em 26/06/2019 18:36

(foto: Abraão Bruck /CMBH - 03/07/2017)
(foto: Abraão Bruck /CMBH - 03/07/2017)


O vereador Mateus Simões (Novo) vai entregar na próxima sexta-feira na Câmara Municipal de Belo Horizonte a representação que pede a cassação do também vereador Wellington Magalhães (DC) por quebra de decoro.

Como havia prometido no plenário em 14 de junho, Simões considerou no novo pedido outros aspectos que envolvem a mesma denúncia que levou Magalhães a responder a outro processo de cassação no ano passado, mas que conseguiu se livrar de perder o mandato.

“O fato de ele estar de tornozeleira já caracteriza falta de decoro. Além disso, há evidências óbvias de quebra de decoro por tráfego de influência durante todo o tempo que ele foi vereador, além do uso de ameaças contra vereadores e autoridades”, afirmou o vereador ao Estado de Minas.

Magalhães foi preso em abril do ano passado, acusado de desvio em um contrato de R$ 30 milhões com publicidade da Câmara, no período em que ele foi presidente da Casa, entre 2015 e 2016. Desde maio do ano passado, quando saiu da prisão, o vereador usa tornozeleira eletrônica.


O vereador estava afastado da Câmara há pouco mais de um ano, por decisão da Justiça. Mas, em 10 de junho conseguiu um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para retornar ao mandato, o que ocorreu no dia 17.


Ao anunciar no plenário da Câmara Municipal que faria a representação, Simões classificou o retorno de Magalhães como “constrangimento” para a Casa e os demais parlamentarias e garantiu que não trabalharia com ele, sem tomar nenhuma inciativa.

“Eu espero que ao longo dos próximos dias, semanas ou meses, o silêncio possa ser rompido. A Justiça e a Casa possam deliberar e afastá-lo porque não tem a menor condição de ser vereador”, afirmou na ocasião. E completou: “Uma pessoa que a Justiça não confia para andar livremente pode votar projetos?”, questionou.

Outros casos

 


Há na Casa outros casos de cassação de mandato o que deixa 10% com possibilidade de perda do mandato.

Estão na berlinda quatro deles: Cláudio Duarte (PSL), Gilson Reis (PCdoB) e Flávio dos Santos (Podemos), além de Wellington Magalhães (DC). Os deslizes supostamente cometidos por eles? A prática da chamada rachadinha – recebimento de parte do salário dos funcionários –, fraude em licitação na Câmara e ordem para que os funcionários não trabalhassem no último dia 14, data da greve geral realizada no país.

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