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Estado de Minas

Deputado segura arma no chão da Câmara, se finge de morto e critica decreto de Bolsonaro

Parlamentar estava acompanhado do assessor, que também atuou


postado em 09/05/2019 20:59 / atualizado em 09/05/2019 21:26

Performance ocorreu nos corredores da Câmara dos Deputados (foto: Reprodução/Youtube)
Performance ocorreu nos corredores da Câmara dos Deputados (foto: Reprodução/Youtube)

Mais uma cena inusitada ocorreu em Brasília nesta quinta-feira (9). O deputado federal Pastor Sargento Isidoro (Avante-BA) fez uma performance nos corredores da Câmara Federal.  O parlamentar se jogou no chão, com uma arma na mão, enquanto protestava a plenos pulmões contra o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), que
ampliou o porte de armas para várias categorias.
O deputado ainda estava acompanhado de seu assessor, que também estava deitado no chão, de costas, também com uma arma na mão, simulando estar morto. Ambos os manifestantes estavam com a camisa suja, como se fosse por sangue proveniente dos ferimentos provocados pelos supostos tiros.



Decreto 

Nessa quarta-feira, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) um decreto que flexibiliza o porte de armas para políticos, advogados públicos, motoristas de veículos de carga, proprietários rurais, jornalistas, conselheiros tutelares, agentes socioeducativos, entre outras categorias. 

Primeiramente, o governo havia anunciado a medida apenas para colecionadores, atiradores esportivos e caçadores. 

A medida foi alvo de contestação de especialistas e de parlamentares. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) foi um dos que se contingenciaram. “A gente precisa discutir a questão das armas, a gente não pode fazer uma interpretação excessiva e ampliar ainda mais a violência que existe no Brasil. Vamos avaliar junto com a nossa assessoria sobre o que pode ter sido usurpado e dar atenção a esse tema que tem mobilizado a sociedade brasileira nas últimas horas”, afirmou nesta quinta-feira. 

O decreto ainda aumenta a permissão de compra de munição pelas pessoas autorizadas, amplia o porte de armas para proprietários rurais e a quebra o monopólio da importação de armas no Brasil.

 
*Estagiário sob supervisão da editora Liliane Corrêa 

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