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Estado de Minas

''Peço a Deus que não aconteça'', diz Bolsonaro sobre possível eleição de Kirchner na Argentina

Em live no Facebook, presidente ainda falou sobre a criação de imposto para igrejas, Venezuela, Coaf e anunciou a criação de um colégio militar em SP


postado em 02/05/2019 20:57 / atualizado em 02/05/2019 21:10

Bolsonaro estava acompanhado do ministro general Augusto Heleno e do empresário Luciano Hang (foto: Reprodução/Presidência da República)
Bolsonaro estava acompanhado do ministro general Augusto Heleno e do empresário Luciano Hang (foto: Reprodução/Presidência da República)

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), comentou, pela primeira vez, a possibilidade de a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner ganhar as eleições presidenciais marcadas para outubro deste ano. “Peço a Deus que (isso) não aconteça”, disse o presidente durante transmissão ao vivo no Facebook, na noite desta quinta-feira.

Segundo Bolsonaro, caso Kirchner seja eleita, a Argentina vai entrar em situação semelhante à Venezuela. “Espero que nossos irmãos da Argentina se conscientizem disso. Se o (Maurício) Macri não está indo bem, paciência, vai lutar pra melhorar, ou (escolham) alguém da linha dele. O que não pode é a volta da Cristina Kirchner”, afirmou. 

Ainda abordando o tema do país vizinho, o presidente ainda atacou os petistas Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, além de Cuba. “Ninguém vai se envolver em questões fora do país, mas tenho preocupação de que volte o governo anterior ao do Macri. A presidente (Kirchner) era ligada a Dilma, Lula, Venezuela e Cuba. Se isso voltar, a Argentina vai entrar em situação semelhante à Venezuela.”

Durante a campanha presidencial, em 2018, Jair Bolsonaro dizia que, caso o então candidato do PT, Fernando Haddad, ganhasse as eleições, o Brasil também se tornaria uma Venezuela.

No vídeo desta quinta-feira, o presidente estava acompanhado do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, além do empresário Luciano Hang, aliado frequente de Bolsonaro. Os três estão em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, onde participam do 37º Congresso dos Gideões, evento evangélico.

Outras questões


Na live, ainda foram abordados temas como a criação de um imposto para taxar igrejas, a criação de um colégio militar em São Paulo, a situação da Venezuela e a permanência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Ministério da Justiça, sob comando do ministro Sérgio Moro.

“Não existe, por parte do Governo Federal, nenhuma hipótese de se criar um novo imposto, como foi divulgado por parte da mídia, de que estaríamos criando um novo imposto para igrejas. Isso não existe”, afirmou. Na última segunda-feira, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, defendeu a criação de imposto que incidisse sobre todas as transações financeiras, bancárias ou não, inclusive as de igrejas. 

“Aqui em Santa Catarina , principalmente na capital, estamos dispostos, se houver espaço, a fazer um colégio militar. Eu tenho certeza que a construção terá apoio de empresários locais, porque só com educação tiramos o Brasil do buraco que estamos.” A declaração veio após o anúncio de que será construído um Colégio Militar em São Paulo, que, segundo Bolsonaro, será o maior do Brasil.

“Apesar da movimentação enorme na Venezuela, consideramos ainda a situação indefinida. Não é fácil tirar do poder alguém eleito sem legitimidade que resolveu aliciar seus generais, surpreendentemente em torno de 2 mil , de forma totalmente inesperada, fora dos padrões." A frase foi dita pelo ministro general Heleno, que, negando a derrota de Juan Guaidó, ainda acusou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de “empregar seu generais no tráfico de drogas”.

*Estagiário sob supervisão da editora Liliane Corrêa

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