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Estado de Minas

Governo Zema diz que exoneração de comissionados é 'necessária', mas 'temporária'

Decreto publicado no Minas Gerais exonerou cerca de 6 mil funcionários. Espaços culturais de Belo Horizonte estão fechados por falta de funcionários


postado em 04/01/2019 15:09 / atualizado em 04/01/2019 15:54

A Biblioteca Pública Luiz de Bessa interrompeu o serviço de empréstimo por falta de servidores (foto: Vinicius Cardoso/Divulgação)
A Biblioteca Pública Luiz de Bessa interrompeu o serviço de empréstimo por falta de servidores (foto: Vinicius Cardoso/Divulgação)

O governo estadual divulgou nesta sexta-feira uma nota em que diz ser uma “situação temporária”, mas “necessária”, a exoneração de todos os servidores comissionados – foram cerca de 6 mil pessoas – , mesmo que a falta de trabalhadores em alguns órgãos da administração pública estadual tenha afetado a prestação de serviços.

Nessa quinta-feira (3), a biblioteca pública Luiz de Bessa, localizada na da Praça da Liberdade, interrompeu o empréstimo de livros e funcionou apenas para devoluções, por causa da redução dos funcionários. A Rede Minas teve sua programação afetada e pode sair do ar após exoneração de funcionários comissionados, que representam 34% dos funcionários da emissora. Na quarta-feira foram exonerados 75 dos 219 servidores da emissora.

 

De acordo com a nota, o departamento de recursos humanos das secretarias está encarregado de avaliar o quadro de efetivos e comissionados e o objetivo é remanejar funcionários para que todos os setores seja contemplados com concursados.

"O que tem sido visto até agora é uma quantidade grande de áreas em que só havia pessoal comissionado. Enquanto em outros há uma quantidade maior de efetivos. Esse desequilíbrio será contornado após esse período inicial de avaliação dos recursos humanos do Estado”, diz a nota.

Com os comissionados exonerados, a Fundação Clóvis Salgado está funcionando parcialmente.

No Palácio das Artes, somente as galerias estão em atividade com as exposições que estavam em curso: 100 anos de Celso Renato (Grande Galeria), Aretuza Moura (Galeria Genesco Murta), Mac Adams – Sombras e mistérios (Galeria Mari'Stella Tristão), Siron, Franco (Galeria Arlinda Corrêa) e Terra prometida (PQNA Galeria).

O CâmeraSete, na Praça Sete, que também integra a Fundação Clóvis Salgado, também está de portas abertas.

Já o Cine Humberto Mauro, que já estava previsto para ficar fechado nesta semana, tem uma mostra marcada para 11 de janeiro, data que marcaria a reabertura da sala no Palácio das Artes. Musicais de ouro deverá exibir, ao longo de um mês, 39 longas da era de ouro do cinema até os anos 2000. O mágico de Oz (1939), Amor, sublime amor (1961), Alladin (1992) estão na programação. Como não há funcionários no cinema, não se sabe o que irá acontecer.

Das instituições que integram a Superintendência de Museus do Estado, o Museu Mineiro, na Avenida João Pinheiro, está fechado – todos os técnicos foram exonerados. O Museu dos Militares Mineiros, no Funcionários, também estão de portas cerrados. Já o Centro de Arte Popular – Cemig (Cap), na Rua Gonçalves Dias, está aberto. Estão em funcionamento os museus do interior ligados à Superintendência – Casa Guignard (Ouro Preto), Casa Alphonsus de Guimarães (Mariana) e Guimarães Rosa (Cordisburgo).

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