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Estado de Minas

Aberta disputa pelo comando da Câmara de BH

Pelo menos quatro grupos pretendem lançar nome para presidir a Casa, em eleição marcada para 12 de dezembro


postado em 27/11/2018 06:00 / atualizado em 27/11/2018 07:34

Plenário da Câmara: governistas estudam candidatura de quatro nomes (foto: Abraão Bruck/CMBH 8/5/18)
Plenário da Câmara: governistas estudam candidatura de quatro nomes (foto: Abraão Bruck/CMBH 8/5/18)

A 15 dias da eleição que escolherá a nova Mesa Diretora da Câmara Municipal, quatro grupos se articulam em busca de apoio que garanta o comando do Legislativo de Belo Horizonte nos próximos dois anos. Sete nomes estão no páreo: o chamado bloco independente defende Orlei (Avante), enquanto a oposição apresenta o nome de Cida Falabella (Psol), e os governistas ainda se debatem sobre a candidatura de Autair Gomes (PSC), Irlan Melo (PR), Catatau (PHS) ou Jair di Gregório (PP). Gabriel Azevedo (PHS) corre por fora, em uma candidatura individual e também independente.

O vereador Orlei diz contar com o apoio de 15 colegas – aliança que foi oficializada ontem durante almoço em restaurante da capital. Em troca dos cargos de vice-presidente e secretário-geral da chapa, Reinaldo Gomes (MDB) e Jorge Santos (PRB) retiraram os nomes da disputa. Dr. Nilton (Pros) já foi indicado para segundo vice. Já os cargos de primeiro e segundo secretários ainda serão definidos entre os simpatizantes da candidatura. “Somos um grupo que quer trazer questões novas para a política, que representa a mudança”, alega Orlei, que contabiliza votos em outros grupos em um eventual segundo turno.

De acordo com Reinaldo Gomes, as costuras políticas foram no sentido de formar um grupo só capaz de aglutinar mais vereadores. “Alguns estavam tendo dificuldade grande em apoiar um lado por ter afinidade também com outro. Sentamos para conversar e pedi o crédito para algumas propostas que tinha para a presidência”, afirmou Gomes. Entre elas, transparência e gestão compartilhada com os demais vereadores. Um exemplo citado por ele é que a sala da presidência terá duas mesas: para o presidente e o vice.

Talvez os principais adversários do grupo sejam os governistas. Na sexta-feira os parlamentares tiveram um encontro para traçar as estratégias para a disputa, que deverá ter o apoio do prefeito Alexandre Kalil (PHS). O líder do governo, vereador Léo Burgues (PSL), garante que não será candidato. “Vários vereadores vieram me pedir para eu ser candidato, mas tenho o compromisso com o Kalil de continuar na liderança”, justificou. Segundo Burguês, os nomes para todos os cargos da Mesa serão definidos entre os governistas nos próximos dias, em várias reuniões agendadas até o dia da eleição.

Os governistas somam 22 vereadores – número suficiente para eleger o próximo presidente em primeiro turno. Como ainda não se sabe se todos estarão juntos, o grupo tenta atrair outros parlamentares para uma candidatura comum. A eleição está marcada para o próximo dia 12 e são necessários 21 votos para garantir uma vitória em turno único. “Se for confirmado que temos o grupo com mais de 21, os outros cargos da Mesa também sairão desse grupo. Senão teremos que fazer composição com outro grupo para evitar segundo turno”, explicou Autair Gomes.

PAUTA COMUM
Cida Falabella tenta se tornar a segunda mulher a ocupar a presidência da Câmara – a primeira foi Luzia Ferreira (PPS), entre 2009 e 2010. A candidatura da estreante no Legislativo é resultado da articulação da esquerda, que tem ainda o PT e o PCdoB, totalizando cinco parlamentares. “Temos pautas comuns e uma visão da Câmara bem parecida, com propostas de transparência, administração plural e fortalecimento da comissão de participação popular”, diz. A candidatura será lançada oficialmente no próximo dia 3, quando ela espera atrair mais colegas para a chapa.

Primeiro a oficializar o nome para concorrer a presidente, Gabriel Azevedo tem até agora apenas o apoio do colega Doorgal Andrada (Patri). “Tenho conversado com os colegas porque é uma eleição em dois turnos e até o momento nenhum candidato me parece ter os 21 votos. O mais importante é a questão das ideias”, afirma Gabriel, que já criou site na internet e até um link para que o cidadão peça aos vereadores que votem nele. Entre as propostas, uma Câmara mais “eficiente, transparente e barata” para o cidadão.

 

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