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Estado de Minas

Com mais de 2 milhões de participantes, grupo 'Mulheres contra Bolsonaro' é hackeado

Apesar disto, em post publicado também neste sábado, uma integrante pede que todos continuem na página e convoca novas publicações denominadas como 'anti-fascista'


postado em 15/09/2018 22:45 / atualizado em 15/09/2018 23:04

De acordo com as regras do grupo, é vedada a participação de homens e mulheres que se declaram eleitoras de Bolsonaro(foto: Facebook/Reprodução)
De acordo com as regras do grupo, é vedada a participação de homens e mulheres que se declaram eleitoras de Bolsonaro (foto: Facebook/Reprodução)
Integrantes do grupo de Facebook denominado "Mulheres contra Bolsonaro" denunciam que a página foi hackeada neste sábado (15). Conforme internautas, o nome da página foi alterado para "Mulheres com Bolsonaro #17". Criado há 16 dias, o espaço na rede social já conta com a participação de 2,2 milhões de pessoas. 
 
Apesar disto, em post publicado também neste sábado, uma integrante pede que todos continuem no grupo e convoca novas publicações denominadas como "anti-fascista". Até a publicação desta matéria, a hashtag #EleNunca já havia sido compartilhada mais de 23 mil vezes no Twitter. 
 
A intenção de voto no candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, cresceu nas simulações(foto: Facebook/Reprodução)
A intenção de voto no candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, cresceu nas simulações (foto: Facebook/Reprodução)
Conforme o em.com.br informou na última terça-feira (11), de acordo com as regras do grupo, é vedada a participação de homens e mulheres que se declaram eleitores de Bolsonaro. Também não é permitido discurso de ódio, sendo o foco exclusivo na candidatura do capitão da reserva militar.
 
Segundo pesquisa divulgada pelo Datafolha na noite de quinta-feira, a intenção de voto no candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, cresceu nas simulações de segundo turno e o militar aparecia tecnicamente empatado com Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB), cenário que se manteve inalterado com Fernando Haddad (PT). O deputado fluminense, no entanto, subiu no teste contra Ciro Gomes (PDT), mas o pedetista segue vencendo-o na disputa.
 
Contra Alckmin, Bolsonaro subiu de 34% para 37%, enquanto o tucano oscilou de 43% para 41%. O ex-governador de São Paulo supera o deputado federal numericamente, mas os dois empatam no limite da margem de erro, que é de dois pontos porcentuais. Nesta simulação, votos brancos e nulos oscilaram de 20% para 19%, enquanto que os que não souberam ou não opinaram foram de 3% para 2%.
 
Marina manteve os 43% da pesquisa anterior, mas viu Bolsonaro oscilar de 37% para 39%, o que os deixa tecnicamente empatados. Votos brancos e nulos oscilaram de 18% para 16% e não souberam ou não opinaram permaneceram em 2%.
 
Bolsonaro também cresceu na simulação contra Ciro, de 35% para 38%, mas ainda assim o pedetista o vence. O ex-governador do Ceará manteve os 45% nos dois levantamentos. Neste cenário, votos brancos e nulos oscilaram de 17% para 15%, enquanto os que não souberam ou não opinaram foram de 3% para 2%.
 
 

Atentado

 
Após o atentado contra Bolsonaro, apenas 2% dos eleitores afirmam ter mudado a intenção de voto por causa da agressão sofrida pelo candidato, de acordo com Datafolha. Por outro lado, 98% dos entrevistados pelo instituto dizem que não mudaram o voto por influência do atentado. 
 
Respondendo a uma outra pergunta, 39% dos eleitores afirmaram que se sentiram "muito comovidos" pelo ocorrido, 33% declarou ter ficado "um pouco comovido"; 26% se disse "nada comovido"; e 2% não respondeu a esse questionamento.
 
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram ouvidos 2.820 eleitores em 197 municípios de todo o País entre 13 e 14 de setembro. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi protocolado no TSE sob o registro BR 05596/2018.

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