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Estado de Minas EXCLUSIVO

Advogado de Adelio afirma que assumiu o caso 'por visibilidade'

Marcelo descartou qualquer participação de igrejas no caso, embora o acusado tenha dito que agira a mando de Deus


postado em 08/09/2018 20:05 / atualizado em 08/09/2018 21:53

A defesa de Adelio vai instaurar um incidente de insanidade mental, que poderá resultar na transferência do acusado para um hospital(foto: Divulgação/PM)
A defesa de Adelio vai instaurar um incidente de insanidade mental, que poderá resultar na transferência do acusado para um hospital (foto: Divulgação/PM)
Mais pela visibilidade do que pelos honorários. O advogado Marcelo Manoel da Costa, um dos quatro defensores da área criminal de Adelio Bispo de Oliveira, acusado de esfaquear o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), disse, com exclusividade ao Estado de Minas, em Belo Horizonte, que a banca está trabalhando no caso por um “valor irrisório”. E garantiu: “Tenho certeza que não há participação política ou um grupo bancando nossos honorários. A visibilidade, para nós, é bem-vinda. Chegamos primeiro”, disse o advogado que atua ao lado de Fernando Costa Oliveira Magalhães, Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa e Zanone Manuel de Oliveira Júnior. “Como já existe a confissão, acreditamos que estamos pisando num terreno bem confortável”, resumiu o advogado.
 
'Chegamos primeiro', disse o advogado (foto: NDCM Advogados)
'Chegamos primeiro', disse o advogado (foto: NDCM Advogados)
Marcelo descartou qualquer participação de igrejas no caso, embora o acusado tenha dito que agira a mando de Deus. “O caso não é de ódio religioso, é um viés político. Adelio usou essa frase como uma metáfora para falar de Jair Bolsonaro, que, na opinião dele, é lobo em pele de cordeiro e uma ovelha negra do rebanho. Disse ainda que não concorda com as ideias políticas do presidenciável, principalmente em relação aos negros e quilombolas”.
 
Ressaltando que o discurso do acusado é de ódio contra o candidato e suas ideias, Marcelo afirmou ainda que Adélio se mostrava irritado, ontem, na audiência de custódia, com o que considera uma apropriação de projetos pessoais. “Ele disse que Bolsonaro se apropriou de propostas deles. Todo esse ódio foi germinando nele, que é muito inteligente, bem articulado e tem conhecimento político”. O advogado aproveitou para informar que Adélio não tem curso superior – pedagogia – conforme fora divulgado.
 
CONTATO Na segunda-feira, a defesa de Adelio vai instaurar um incidente de insanidade mental, que poderá resultar na transferência do acusado para um hospital psiquiátrico, onde poderia passar até 45 dias para fazer exames. Embora alegando que o suspeito não tem problemas mentais, Marcelo afirmou que os advogados se baseiam, para o pedido, em declarações de Adélio sobre o uso de remédios controlados e histórico de problemas neurológicos e psiquiátricos.
 
Sobre o contato com os advogados para um caso de repercussão internacional, pois envolve um candidato à presidência da República em primeiro lugar nas pesquisas, Marcelo explicou que o primeiro contato se deu por meio de um parente de Adélio, que fora aluno do advogado Zanone, e telefonou para ele. A questão do pagamento será combinada depois”, disse o advogado.
 
A defesa de Adelio chegou a afirma que é paga por uma congregação religiosa de Montes Claros, no Norte de Minas. O nome da igreja, entretanto, foi mantida em sigilo.

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