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Estado de Minas

Ataque a Bolsonaro: como a internet reagiu à maior concentração de debate desde 2014

Embora confirmado por autoridades médicas e policiais, maioria de perfis na web trata atentado como 'fake facada', diz FGV


postado em 07/09/2018 17:42 / atualizado em 07/09/2018 18:31

Desde as eleições de 2014, o Twitter não via tamanha concentração de debate. Levantamento da Fundação Getúlio Vargas apontou o ataque ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) como o evento brasileiro de maior repercussão imediatada na rede social desde aquele pleito. Das 16h de quinta-feira (6) às 10h desta sexta (7), a FGV DAPP identificou 3,2 milhões de referências sobre o ataque.

Apesar de a hashtag de maior mobilização ser #forçabolsonaro (197,3 mil menções), o estudo da FGV DAAP indica que permanecem em evidência, entre os tuítes de maior compartilhamento, aqueles que questionam a veracidade ou gravidade do ataque. Algumas dessas postagens passaram de 20 mil retuítes já na quinta e mantiveram a velocidade de repercussão na sexta. O ataque, a facada, no Centro de Juiz de Fora (Zona da Mata), foi registrado em vídeo e confirmado por autoridades médicas e policiais.


Detalhes sobre como cinco principais grupos se engajaram no debate surge dessa análise de 1.702.949 retuítes entre a tarde de quinta e a manhã de sexta. O maior desses grupos, de acordo com a FGV DAAP agregou 40,5% dos perfis: esses perfis tratam o ataque como uma “fake facada”, questionam a veracidade do ocorrido e ironizam as críticas da direita à falta de empatia da esquerda. No diagrama, esse grupo aparece na cor laranja.

Em seguida, 12,7% dos perfis demonstram apoio a Bolsonaro, desejam a recuperação e vitória nas eleições (no diagrama aparece na cor azul). O grupo rosa (9,8% dos perfis) compartilha mensagens de solidariedade a Bolsonaro de candidatos à esquerda, como Ciro Gomes e Haddad.

O grupo verde agregou 8,7% dos perfis e critica quem comemora o ataque a Bolsonaro, uma vez que esta atitude mostra que não seriam diferentes em nada do candidato à Presidência.

O grupo roxo uniu 7% dos perfis em debate: em geral, são perfis de direita que criticam as suspeitas da esquerda quanto à veracidade do ataque e também a felicidade de alguns com a situação. O grupo demonstra solidariedade a Bolsonaro, mas não apoio necessariamente a sua vitória.

A Diretoria de Análise de Políticas Públicas é um centro de pesquisa social aplicada da Fundação Getulio Vargas, que tem o objetivo de promover a inovação para políticas públicas por meio do uso de tecnologia, transparência e análise de dados.

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