Publicidade

Estado de Minas POLÍTICA

PT empurrou PSB para neutralidade por 'medo', diz Ciro


postado em 06/08/2018 18:37

O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, voltou a criticar nesta segunda-feira, 6, o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após conseguir fechar apenas uma aliança partidária, com o nanico Avante, no primeiro turno das eleições. Para o ex-ministro, o PT ficou com "medo" ao forçar o PSB a permanecer na neutralidade, em vez de apoiá-lo.

"(Foi) Medo (que fez o PT fechar acordo com PSB por neutralidade). Não é política social compensatória que faz alguém progressista, vou mostrar isso", disse, em evento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

O ex-ministro estava em negociação avançada para compor com o PSB. No entanto, a executiva nacional pessebista acertou com o PT a neutralidade do partido na corrida ao Planalto. Em troca, foram retiradas as candidaturas do ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) ao governo de Minas e da vereadora Marília Arraes (PT), em Pernambuco.

A manobra do PSB teria sido acertada com o consentimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso no âmbito da Operação Lava Jato, que deseja isolar Ciro no campo da centro-esquerda. No sábado, 4, o pedetista fechou a primeira e única composição partidária da chapa, com o Avante.

Ciro também acusou Lula de trabalhar para que o PR, de Valdemar Costa Neto, decidisse apoiar Geraldo Alckmin (PSDB), em vez optar pela candidatura dele ou de Jair Bolsonaro (PSL).

"Eu não estou me queixando. O Lula trabalhou para o Valdemar Costa Neto, o PR, ir para o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. E eu me recusei a conversar com o Valdemar por razões antigas. Tá tudo certo. Eu só acho que é um erro grave. E não é nobre, mas ninguém precisa ser nobre. E pegou muito mal. O que é, afinal de contas? Tirar o meu direito de falar uns segundinhos a mais", complementou.

Ciro também se defendeu de uma suposta contradição de sua campanha, pela escolha da senadora Kátia Abreu (PDT-TO) como vice na chapa presidencial. Antes de se tornar ministra da Agricultura, no governo Dilma Rousseff (PT), Kátia Abreu era ligada a pautas conservadoras, foi filiada ao DEM e chegou a receber o prêmio "motosserra de ouro".

"Duvido que tem um petista que tenha sido mais heroico e mais sacrificado do que a senadora Kátia Abreu. Ela foi expulsa pelos quadrilheiros golpistas porque foi fiel. Foi contra a reforma trabalhista", disse.

Coincidentemente, Kátia Abreu já teve um entrevero com Sônia Guajajara, hoje candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Guilherme Boulos (PSOL). Em 2010, Guajajara ficou famosa na COP-16 (conferência da ONU sobre mudanças climáticas), no México, ao entregar o troféu "motosserra de ouro" à senadora, prêmio dado aos que aumentam o desmatamento na Amazônia.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade