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Estado de Minas

Deputados acertam trégua no impeachment de Pimentel para votar vetos

Acordo foi fechado em reunião da Mesa Diretora com líderes do governo e oposição na manhã desta terça-feira


postado em 22/05/2018 14:52 / atualizado em 22/05/2018 16:08

Os deputados vão se debruçar sobre os 18 vetos que trancam a pauta do Legislativo(foto: Daniel Prontzer / ALMG)
Os deputados vão se debruçar sobre os 18 vetos que trancam a pauta do Legislativo (foto: Daniel Prontzer / ALMG)

Os deputados estaduais acertaram uma trégua, na manhã desta terça-feira (22), para retomar os trabalhos da Assembleia Legislativa, parados desde o início do ano. Os parlamentares decidiram votar os 18 vetos do Executivo que trancam a pauta de plenário.

O acordo foi fechado em meio à análise do pedido de impeachment do governador Fernando Pimentel (PT) e à maior crise do governo com o principal partido de sua base aliada.

Na reunião da Mesa Diretora com as lideranças de governo e oposição, os deputados acertaram que os dois primeiros vetos serão votados nesta quarta-feira (23). A ideia é ir votando as matérias a conta-gotas até destravar a pauta.

Sem Codemig na pauta

Segundo o vice-presidente da Assembleia, deputado Lafayette Andrada (PRB), não houve discussão sobre o projeto que autoriza o desmembramento e venda da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig). A retirada do projeto era a condição colocada pela oposição para parar de obstruir os trabalhos.

“Preferimos não discutir o mérito nem os demais projetos. Assim como a Codemig, tem outros projetos polêmicos também para avançar. Decidimos que vamos ficar focados nos vetos e, quando eles estiverem terminando, começaremos a definir quais projetos serão votados preferencialmente”, explicou Andrada.

Lafayette disse que o líder do governo Durval  Ângelo (PT) deve ser designado relator dos vetos em plenário.

Nem impeachment, por enquanto

O pedido de impeachment do governador Fernando Pimentel também não entrou na pauta da reunião.

O processo está parado por causa de duas questões de ordem do PT, que pedem a nulidade da aceitação do pedido. Cabe ao presidente da Assembleia Adalclever Lopes (MDB) se posicionar sobre eles.

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