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Estado de Minas

Cotado para vaga no STF diz que mulher deve ser submissa ao homem

O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho, também comparou as uniões homoafetivas ao bestialismo


postado em 23/01/2017 23:13 / atualizado em 23/01/2017 23:43

Ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho, é um dos cotados para assumir vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal(foto: Aldo Dias / Secom-TST)
Ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho, é um dos cotados para assumir vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (foto: Aldo Dias / Secom-TST)

Um dos nomes cotados para assumir a vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki, morto na última quinta-feira em um acidente aéreo, está provocando acirrado debate nas redes sociais. A causa da polêmica é um artigo, escrito em 2010, pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho, candidato a ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

O texto do magistrado consta do livro “Tratado de Direito Constitucional, v. 1”, no qual defende que as mulheres devem ser submissas aos maridos, além de afirmar que casamento deveria ser um contrato indissociável e exclusivo para homens e mulheres.

Ives filho também criticou o divórcio, que, segundo ele, vai contra a "lei natural", responsável apenas pelo maior número de separações entre casais heterossexuais, gerando "filhos desajustados".

Bestialismo


Para Ives Filho, herdeiro do constitucionalista Ives Gandra Martins, um dos organizadores do livro, uniões homoafetivas se comparam ao bestialismo. Ele chegou a explicar a aversão ao exemplo de "uma mulher casada com um cavalo". O ministro do TST defendeu o dogma defendido por igrejas seculares, com a Católica, e outras mais recentes, como as penteconstais, que a finalidade do casamento é gerar filhos,


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