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Estado de Minas

'Quem administrou uma loja ou lanchonete tem mais experiência que o João Leite' diz Kalil

Em entrevista ao Portal UAI, candidato do PHS disse que qualquer dono de lanchonete que vende vitamina de morango tem mais experiência em administração do que o tucano


postado em 19/10/2016 06:00 / atualizado em 19/10/2016 08:10

(foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press)

Acusado pelo candidato João Leite (PSDB) de “não ter a experiência necessária para administrar Belo Horizonte”, o candidato Alexandre Kalil (PHS) contra-atacou, criticando a trajetória do adversário. “O João Leite nunca administrou nada. Eu pelo menos já administrei um clube. Ele nunca trabalhou na vida sem ter patrão. Qualquer pessoa que administrou uma loja ou uma lanchonete de vender vitamina de morango já fez mais do que ele. Ele tirou a luva de goleiro e vestiu a gravata de deputado”, afirmou Kalil durante videochat ao vivo para o Portal Uai na tarde de ontem.



O ex-presidente do Atlético disse ter mais experiência com administração do que João Leite, citando ações de redução de custos durante sua gestão à frente do clube mineiro. “Sei o que é administrar, cortar gastos, já fiz isso. João Leite nunca administrou nada. Ele sempre foi funcionário público mandado, hora pelo Patrus, do PT, hora pelo Marcio Lacerda (PSB). Respeito muito o João Leite, mas ele não pode desclassificar ninguém”, disse Kalil.

Durante 30 minutos, o candidato respondeu a perguntas de internautas dos portais UAI e Em.com, e de jornalistas do Estado de Minas. – a entrevista chegou a ocupar o segundo lugar nos trending topics do Twitter.  Ao falar sobre o grande número de eleitores que não votaram ou que anularam o voto no primeiro turno da eleição, Kalil avaliou que a situação reflete o momento ruim da política no país. “Eu entendo os que não votaram. Entendo a indignação, a revolta. Mas digo para esse eleitor que temos a responsabilidade de votar. Responsabilidade com a população que está abandonada na cidade”.

O candidato defendeu que o Orçamento Participativo (OP) seja prioridade da prefeitura no setor de obras públicas, no lugar de obras como a construção do novo centro administrativo – proposta da atual gestão de Lacerda que seria construído próximo à rodoviária, no Centro da capital – e da nova rodoviária. “Temos obras paradas e abandonadas pela cidade que precisam ser finalizadas. As obras do OP precisam ser valorizadas. Temos 600 obras do OP sem terminar”, afirmou Kalil.

A atual gestão da PBH e o PSDB foram apontados pelo candidato como “incompetentes” por não conseguirem melhorar serviços básicos para a população nos últimos oito anos. Kalil citou a gestão dos tucanos à frente da Secretaria Municipal de Saúde como prova de que os adversários “não conseguiram cumprir suas promessas”.

“As mulheres são as mais castigadas com esse descaso com os usuários dos ônibus. Elas representam 70% dos usuários de transporte público na cidade. Os ônibus em BH têm que ser trocados a cada quatro anos e temos que colocar mais ônibus no horário de pico. É impensável a Câmara dos Vereadores votar um projeto para desempregar os trocadores. Não podemos tirar os trocadores”, disse Kalil.

Cabides Questionado sobre o discurso adotado em sua campanha de não ser político, Kalil ressaltou que considera a política atual “pura politicagem” e “negociata de cargos”, mas que pretende manter uma boa relação com a Câmara Municipal e com os governos estadual e federal. “Não sou contra a política. Sou contra essa politicagem que aí está. Sou contra a troca de apoio por cargos. Você me apoia que eu te entrego cinco cargos, a Secretaria de Saúde e mais alguma coisa. Isso não dá mais”, critica Kalil. O candidato prometeu uma relação de diálogo com as empresas e órgãos públicos, como a BHTrans, a Urbel, a SLU e a Sudecap. “Temos funcionários qualificados na maioria dessas empresas. Temos técnicos altamente qualificados. Mas eles ficam encostados para dar lugar aos indicados por políticos. Não vou fechar a BHTrans ou outra empresa, mas vou tomar de empresários que hoje mandam lá e colocar os técnicos que sabem o que precisa ser feito”, disse Kalil.

Um dos internautas que participou do video-chat perguntou para o candidato o que ele pensa sobre a ideologia de gênero, com banheiros unissex para meninos e meninas nas escolas, e se ele é a favor da criminalização da homofobia. Kalil afirmou ser contra os banheiros unissex e que foi vítima de mentiras na internet ligadas ao tema. “Estamos em um país que a liberdade tem que ser sempre respeitada. O preconceito é muito feio. Sou descendente de árabes, conheço o preconceito porque minha família sentiu isso na pele. Temos que ter mais tolerância. Homofobia e racismo são tipos de agressões. Quem agride tem que ser punido. Vamos deixar quem é LGBT ou quem não é para lá, vamos ir para festa juntos, tomar cerveja juntos, vamos falar de futebol, conversar sobre tudo, sem preconceito”, disse Kalil.

Tempos iguais

No dia 4 de outubro, o candidato do PSDB, deputado João Leite, também participou de videochat nos portais Uai e EM.COM e respondeu às perguntas de internautas e jornalistas. O tempo dos candidatos e o formato da entrevista foram os mesmos, de 30 minutos.

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