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Estado de Minas

João Leite diz que Kalil é ''político daqueles bem antigos''

Segundo o candidato tucano, o adversário já foi filiado ao PSDB por 12 anos e chegou a se candidatar a deputado, mas depois desistiu


postado em 07/10/2016 06:00 / atualizado em 07/10/2016 08:17

João Leite se reuniu com trabalhadores do transporte(foto: Jair Amaral / EM / D.A. Press)
João Leite se reuniu com trabalhadores do transporte (foto: Jair Amaral / EM / D.A. Press)

O candidato do PSDB à Prefeitura de Belo Horizonte, deputado estadual João Leite, disse nesta quinta-feira que seu oponente neste segundo turno, o ex-presidente do Atlético Mineiro Alexandre Kalil (PHS), é “político daqueles bem antigos” e que ninguém acredita nas declarações que ele vem dando de que não quer apoio de candidatos e partidos nesta etapa da disputa. Kalil vem dizendo que não pretende fazer alianças com partidos e candidatos, mas afirma que se “boas figuras” quiserem ajudar sua campanha serão aceitas.

“Alguém que foi 12 anos do PSDB, foi do PSB, chegou a lançar candidatura. Ninguém acredita nisso. Belo Horizonte é uma cidade totalmente esclarecida, uma cidade com grandes escolas, a nossa educação é uma educação avançada e a população sabe das coisas. Seu Kalil é político, daqueles bem antigos e conhecido e, é claro, que ele está tratando o apoio do PT e está tratando com outros partidos”, afirmou João Leite, que tem usado como uma das estratégias de campanha ligar o ex-cartola ao PT, partido que mais perdeu votos e prefeituras nessas eleições. Nas eleições de 2014, Kalil chegou a lançar seu nome para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, mas desistiu.

Em encontro nesta quinta-feira de manhã na Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários, João leite garantiu que, se eleito, não vai permitir a retirada dos cobradores dos ônibus de transporte coletivo e, acompanhado de seu vice, vereador Ronaldo Gontijo (PPS), rebateu acusações que surgiram nas redes sociais de que seria favorável ao corte dessa função. A federação declarou apoio ao candidato.

A extinção da função de cobrador foi usada no primeiro turno das eleições contra João Leite em postagens que circularam anonimamente nas redes sociais. Gontijo foi acusado de votar a favor da proposta na Câmara, o que foi desmentido por ele durante o encontro. O candidato a vice disse que a votação da proposta no primeiro e no segundo turno foi simbólica (sem marcação dos votos no painel) e que ele sempre foi contrário a ela, tanto que votou a favor do veto. “Vim aqui desmascarar essa tentativa de desgaste, mentirosa e covarde da oposição”, afirmou Gontijo.

Cobradores de ônibus


Este ano, um projeto de lei propondo a substituição dos cobradores por sistema eletrônico de cobrança de passagem, chegou a ser aprovado pela Câmara Municipal de Belo Horizonte. A proposta, no entanto, foi vetada pela prefeitura depois que o Ministério Público do Trabalho recomendou a rejeição da proposta por não contemplar alternativa para o fim dos cobradores.

“No último ano, 68 mil pessoas ficaram desempregadas em BH. Não há o que se falar de perda de postos de trabalho. Eu, como prefeito, impedirei a perda de empregos pelos cobradores. Trata-se também de uma insegurança nos deslocamentos, já que os motoristas, além de dirigir, tem de receber tíquetes, receber dinheiro, dar troco”, afirmou João Leite.

Atual presidente da Câmara Municipal e também presidente do PTN, o vereador reeleito Wellington Magalhães declarou o apoio do partido a João Leite. No primeiro turno, ele apoiou Rodrigo Pacheco (PMDB), que também anunciou aliança com o tucano. “João Leite é o mais preparado para administrar a cidade. Ele é um parlamentar, um homem de diálogo e transparência”, afirmou Magalhães, pontuando que o atual deputado estadual terá melhor condição de dialogar com os vereadores. Segundo o presidente da Câmara, todos os integrantes do PTN estão com João Leite. “Vamos pra rua trabalhar e pedir voto”, disse.

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