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Estado de Minas

Deputadas querem que Conselho de Ética apure denúncias de abuso sexual contra Feliciano

A representação foi entregue ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e pede que o caso seja alvo de apuração


postado em 10/08/2016 17:08 / atualizado em 10/08/2016 17:19

(foto: Antonio Augusto/Camara dos Deputados )
(foto: Antonio Augusto/Camara dos Deputados )

Parte da bancada feminina na Câmara apresentou na tarde desta quarta-feira ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (PMDB), uma representação para que o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) seja investigado no Conselho de Ética da Casa. O pedido leva em consideração as acusações feitas pela estudante Patrícia Lélis, 22 anos, de abuso sexual, lesão corporal e cárcere privado.

O documento tem assinatura de 22 deputadas da Casa.

“Nós queremos que a Casa apure as denúncias. Nós não estamos prejulgando para condenar ninguém. Essa é uma representação que deve ser regimentalmente conduzida. Nós esperamos, sinceramente, uma apuração isenta e que se apure tudo. E se ficar comprovado que se tome as medidas”,a firmou a deputa Jandira Feghali.

Ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Feliciano foi acusado pela jornalista Patrícia Lellis. Ela afirmou em entrevista que foi atraída por Feliciano para seu apartamento funcional, em Brasília, onde ele teria proposto que ela fosse sua amante em troca de um cargo no partido e um salário de R$ 15 mil. "Ele tentou me arrastar para o quarto e tirar meu vestido. Como eu resisti, ele me deu um soco na boca e um chute na perna", disse Patrícia, na última semana.

Uma representação contra Feliciano também já se encontra com o Procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O documento foi encaminhado ao MPF no mesmo dia em que a jovem depôs na Polícia Civil de São Paulo, após vir à tona pela imprensa gravações de áudio dela com o chefe de gabinete de Feliciano e mensagens de WhatsApp da jornalista com o próprio deputado indicando que ela foi violentada pelo pastor e que o PSC teria atuado para abafar o caso. Agora, Rodrigo Janot pode decidir se toma providências como a abertura de um inquérito para investigar o pastor ou se arquiva o caso, que atingiu um dos principais expoentes da bancada evangélica na Câmara dos Deputados.


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