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Estado de Minas

Parlamentares defendem deputado mineiro que foi retirado da Câmara após protesto

Nessa terça-feira, Toninho Pinheiro invadiu a frente da mesa onde fica o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB), com uma faixa protestando sobre os repasses paa a área da saúde


postado em 15/05/2013 16:51 / atualizado em 15/05/2013 17:02

O deputado Toninho Pinheiro (PP) foi retirado do plenário por seguranças da Câmara(foto: Laycer Tomaz/Câmara dos Deputados)
O deputado Toninho Pinheiro (PP) foi retirado do plenário por seguranças da Câmara (foto: Laycer Tomaz/Câmara dos Deputados)

O deputado Artur Lira, líder do PP na Câmara, saiu, nesta quarta-feira, em defesa do companheiro de partido na Casa, Toninho Andrade, que foi retirado do plenário por seguranças, após abrir uma faixa em protesto contra a falta de repasses para a saúde. Lira afirmou que a atitude “foi lamentável”, mas que o parlamentar agiu por impulso. “Quero falar aqui do bom pai, bom mineiro, bom filho, que tem a bandeira da saúde pública no país. O deputado [Toninho Pinheiro] agiu mostrando sua indignação pela aprovação dos oito milhões [de reais] no orçamento, mas que não foram aplicados”, defendeu.

Artur Lira criticou a postura da segurança da Câmara que, segundo ele, agiu “com violência desproporcional e descabida”. Outros parlamentares também defenderam o deputado mineiro. Lincoln Portela (PR-MG), Marcos Montes (PSD-MG) e Silas Câmara (PSD-AM) afirmaram que a atitude do colega chama a atenção do Brasil para o problema da saúde.  Toninho Pinheiro foi prefeito de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e é irmão do presidente da Assembleia de Minas, deputado estadual Dinis Pinheiro (PSDB).

Protesto

A atitude de Andrade no plenário nessa terça-feira fez com que a sessão extraordinária convocada para votar a Medida Provisória dos Portos fosse suspensa. A sessão já estava tensa por causa da troca de acusações entre o líder do DEM, Ronaldo Caiado, e do PR, Antony Garotinho, quando o deputado Toninho Pinheiro (PP) invadiu o espaço destinado à presidência da Casa com uma faixa que pedia recursos para a saúde. Bastante alterado, o deputado mineiro teve que ser contido por seguranças e outros deputados de Minas. Na faixa, Pinheiro informava que o governo empenhou R$ 8,3 bilhões em recursos de emendas parlamentares para a saúde, mas que os recursos não foram liberados. Após o incidente, o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB), suspendeu a sessão que só foi retomada meia hora depois.

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