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Estado de Minas

Norte de Minas vai ter R$ 319 milhões para fazer barragem e combater a seca

Esse é o custo da barragem que será construída em Jequitaí, no Norte de Minas. Na região, obra similar está parada há 14 anos


postado em 07/02/2013 06:00 / atualizado em 07/02/2013 07:07

O produtor Sebastião Duarte Filho mostra o local exato em que será construída a barragem de Jequitaí. Obra vai beneficiar 500 mil pessoas (foto: Luiz Ribeiro/EM/D.A PRESS - 13/3/12)
O produtor Sebastião Duarte Filho mostra o local exato em que será construída a barragem de Jequitaí. Obra vai beneficiar 500 mil pessoas (foto: Luiz Ribeiro/EM/D.A PRESS - 13/3/12)


O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, assina nesta quinta-feira em Pirapora, no Norte de Minas, contrato no valor de R$ 319 milhões para a construção, no município de Jequitaí, de um sistema de barragens para combate à seca. A obra é reivindicada há 40 anos pelos moradores da região e, segundo cálculos do governo federal, atenderá uma população estimada em 500 mil pessoas em 12 municípios. Mas a esperança de ter mais água por perto deveria ter chegado para mais gente na região. Em Berizal, 429 quilômetros a nordeste de Jequitaí, a construção da barragem de Berizal, iniciada há 14 anos pelo governo federal, está parada por falta de licença ambiental e acordo para pagamento de indenizações.

Segundo dados da Prefeitura de Taiobeiras, uma das cidades que teriam o problema com a falta d’água atenuado com a construção da barragem de Berizal, a União já investiu cerca de R$ 30 milhões na obra. Ferragens e a estrutura de concreto da represa já começaram a se deteriorar. O projeto está paralisado há cinco anos.

A obra de Jequitaí faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A barragem será construída no rio de mesmo nome. O vale escolhido para o projeto está localizado entre as serras do Espinhaço e da Onça, no semiárido mineiro. Pelo projeto, a área de influência direta do sistema de barragens envolve os municípios de Claro dos Poções, Engenheiro Navarro, Francisco Dumont, Jequitaí, Lagoa dos Patos, Várzea da Palma, Pirapora, Buritizeiro, Coração de Jesus, Joaquim Felício, Bocaiúva e Montes Claros. A obra será feita em  convênio com o governo do estado.

A primeira fase do projeto, já em andamento, inclui atualização de cadastramento fundiário, avaliação e aquisição de terras, atualização do levantamento socioeconômico para o remanejamento e reassentamento de populações na área de impacto da barragem e parceria entre União e estado para obtenção de licenciamento ambiental.

O reservatório que será criado com a represa, além de aumentar a disponibilidade de água, poderá ser usado para geração de energia elétrica. O potencial é para um total de 20 megawatts quando a obra estiver concluída. Ao todo serão construídas duas barragens: Jequitaí I e II. Quando a segunda planta for concluída será possível alimentar sistemas de irrigação de plantações. A expectativa é de que, concluído, o projeto seja capaz de gerar cerca de 35 mil empregos diretos e 70 mil indiretos. Com a obra será possível ainda aumentar a vazão do rio e evitar inundações em períodos de chuvas mais intensas.

O fazendeiro Sebastião Duarte Filho, primeiro produtor a assinar o contrato em que aceitou a desapropriação de parte da sua propriedade para a construção da barragem, disse que a obra vai mudar a economia da região e melhorar a vida de muitas pessoas

A agenda de Fernando Bezerra em Minas inclui ainda visita ao projeto de irrigação Jaíba nos municípios de Jaíba, Matias Cardoso e Verdelândia. Com área total de 107,6 mil hectares, a implantação do projeto foi dividida em quatro etapas. Apenas duas estão em funcionamento, que correspondem a 70,9% da área do projeto.


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