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Estado de Minas

PSD da capital entra com pedido no TRE para sair da chapa de Patrus

O secretário-geral do PSD de BH e de Minas entrou com pedido de impugnação para garantir o apoio do partido a coligação de Marcio Lacerda (PSB)


postado em 13/07/2012 17:32 / atualizado em 13/07/2012 19:06

A disputa para ter o apoio e o tempo da televisão do PSD tomou outros contornos nesta sexta-feira. Na tarde de hoje, o secretário-geral do PSD na capital e em Minas, e secretário de Estado de Gestão Metropolitana, Alexandre Silveira, protocolou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) um pedido de impugnação da coligação “Frente BH Popular” que apoia a candidatura do ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias. No pedido, a executiva municipal do PSD pede a retirada da sigla do grupo de apoiadores da candidatura do PT. Atualmente, além de figurar na lista de apoiadores dos petistas, a sigla também aparece como integrante da coligação “BH Segue em Frente”, que apoia a reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB).

De acordo com o secretário-geral do partido, Alexandre Silveira, a medida visa restaurar a verdade, já que o diretório municipal da legenda decidiu por unanimidade, em convenção realizada no mês passado, apoiar Lacerda. Para Silveira, a atitude da executiva de intervir em BH é fruto de interesses de fora do estado e ferem a decisão dos integrantes do partido da capital. Ele ressalta que o pedido de impugnação da coligação é “fruto da indignação” que a interferência sofrida pelo partido causou. “Essa foi uma atitude abrupta, violenta e ilegal de interferência. Esse ato mostra nossa repugnação”, reclamou.

A impugnação, além de pedir a exclusão do PSD da chapa de Patrus, também solicita o restabelecimento da coligação proporcional – para vereador - com o PPS. De acordo com advogado que acompanha o caso, Renato Galuppo, para que a coligação aprovada em convenção pudesse ser alterada após o dia 30 de junho, prazo final para as convenções , a executiva nacional teria que ter divulgado diretriz no Diário Oficial da União, com pelo menos 180 dias de antecedência, o que, segundo Galuppo, não ocorreu. O advogado ainda apontou outra irregularidade. Segundo ele, a decisão também deveria ser tomada após reunião de todos os membros da executiva, mas, no caso de Belo Horizonte, foi decisão do presidente da legenda, Gilberto Kassab. A expectativa é que a impugnação seja analisada até o fim do mês de julho.

Já o presidente municipal do PT , Roberto Carvalho, que também é o coordenador executivo da campanha de Patrus Ananias, afirma que o gesto de Alexandre Silveira é um “factoíde”. “ O Alexandre Silveira está tomando está atitude para dar satisfação ao senador Aécio e ao governo do estado, já que ele é secretário do governo Anastasia”, alfinetou. Ainda de acordo com Carvalho, o presidente estadual do PSD, Paulo Simão Safady, garantiu que todos os procedimentos foram feitos de acordo com o estatuto do partido. Ele ainda ressaltou que a legenda já está integrada aos trabalhos da campanha e citou a presença dos deputados Walter Tosta, Diego Andrade e Ademir Camilo que , segundo ele, participam do conselho político da chapa.

Reflexos

O presidente do PSD e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, já está enfrentando reflexos dentro do partido. A intervenção no diretório municipal de Belo Horizonte, para garantir apoio ao PT na briga contra o PSDB do senador Aécio Neves e o PSB do prefeito Márcio Lacerda, que busca a reeleição, causou a desfiliação do vice-presidente da legenda, Roberto Brant. Quem também se manifestou contrária à atitude foi a senador Kátia Abreu (PSD-TO). Ela enviou ao prefeito uma carta protesto para manifestar "indignação e repúdio à intervenção arbitrária e clandestina".

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