Depois de duas sessões sem quórum e quase nenhuma matéria apreciada este ano, a Câmara Municipal de Belo Horizonte votou nessa quarta-feira cinco vetos do prefeito Marcio Lacerda (PSB) a projetos aprovados por vereadores ano passado. No entanto, a pauta ainda continua travada por 50 vetos e 28 projetos de lei. A sessão até durou cerca de três horas, mas na maior parte do tempo os vereadores discutiram a relação da Câmara com a prefeitura, acusada de não respeitar a autonomia do legislativo com excesso de vetos, e trocaram farpas.
Houve até bate-boca entre os vereadores da base aliada por causa de críticas feitas pelo presidente Leo Burguês (PSDB) aos integrantes do PT e à decisão da prefeitura de permitir a construção de hotéis na Região da Pampulha. Na Câmara, PT e PSDB fazem parte da base de Lacerda. Para evitar a manutenção de vários vetos os vereadores pediram a retirada de pauta de oito projetos ameaçados de rejeição para tentar convencer os colegas a derrubar os vetos do prefeito.
Com o clima pesado, as votações devem se arrastar pelos próximos dias. Já é dada como certa a convocação de reuniões extraordinárias, já que o atraso pode comprometer projetos importantes, entre eles o que reajusta o salário dos servidores do Legislativo municipal. A proposta de aumento dos cerca de 1.200 funcionários precisa ser votada e sancionada pelo prefeito até 10 de abril, caso contrário a categoria ficará sem reajuste. É que em ano eleitoral qualquer aumento para servidor público só pode ser concedido até essa data. O projeto prevê aumento de 10%, a ser pago em duas parcelas, nos meses de abril e agosto.
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Pouco trabalho e bate-boca na Câmara Municipal de BH
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