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Estado de Minas

Material recolhido na casa de Gêra Ornelas será analisado a partir de segunda

Parlamentar é acusado de extorsão e pode ser afastado do cargo


postado em 22/10/2011 06:00 / atualizado em 22/10/2011 07:59

O gabinete, a casa e o sítio do vereador Gêra Ornelas (PSB) foram alvo nessa sexta-feira de busca e apreensão. A pedido do Ministério Público de Minas os oficiais de justiça, com a ajuda da Polícia Militar, recolheram computadores e documentos. Gêra Ornelas é réu de uma ação de improbidade administrativa acusado de ter extorquido um funcionário da Câmara Municipal. No processo, que pede o afastamento do vereador do cargo, a promotoria ainda usa o filme no qual o vereador aparece de cueca no gabinete.

Gêra Ornelas é acusado de extorquir funcionário da Câmara Municipal(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Gêra Ornelas é acusado de extorquir funcionário da Câmara Municipal (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
O material recolhido nessa sexta-feira, por volta das 7h, será analisado a partir de segunda-feira. O mandado de busca e apreensão, concedido pela Justiça esta semana, foi uma medida cautelar, segundo o promotor Eduardo Nepomuceno. “Vamos avaliar o que foi recolhido para saber se ele cometeu outros crimes. Seria injusto detalhar o que está sendo investigado, pois não temos a certeza de que vamos encontrar algo.”

A situação pode ficar ainda pior para Gêra Ornelas. A Assembleia de Minas pede que seja encaminhado ao procurador-geral do Ministério Público estadual e ao chefe da Polícia Civil vídeo entregue à Comissão de Direitos Humanos no qual está registrada a participação do vereador em atos sexuais com uma suposta adolescente. “Há suspeitas de que a menina seja menor de idade”, disse o presidente da Comissão, deputado Durval Ângelo (PT). A Casa também vai enviar um ofício à Presidência da Câmara Municipal e a todos os vereadores sugestão de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar.

O presidente do Legislativo Municipal, vereador Léo Burguês (PSDB), disse não ter recebido ainda o documento, mas, não gostou do recado e disse que a Casa já está apurando o caso. O corregedor, vereador Edinho Ribeiro, enviou ontem ao gabinete de Ornelas um ofício dando prazo de 10 dias para o parlamentar se manifestar. A informação do gabinete do socialista foi a de que apenas seu advogado, Antônio Patente, falaria. A reportagem, no entanto, não conseguiu encontrá-lo no escritório e seu celular estava desligado.


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