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Estado de Minas PANDEMIA

'Segunda onda é fruto de decisão direta do governo federal', diz Mandetta

Ex- ministro da Saúde participou de live da CSB com Ciro Gomes, Márcio França e Alexandre Kalil


30/04/2021 19:51 - atualizado 30/04/2021 20:21

Mandetta criticou a falta de liderança do governo federal (foto: Reprodução Facebook )
Mandetta criticou a falta de liderança do governo federal (foto: Reprodução Facebook )
O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) afirmou que a segunda onda da pandemia da COVID que está no Brasil é uma decisão direta do governo federal. Mandetta criticou a falta de liderança do governo Jair Bolsonaro (sem partido) durante live da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), nesta sexta-feira (30/4).

Segundo Mandetta, o governo brasileiro foi procurado por empresas para “vender vacinas”. “Não porque o Brasil é bonzinho”, ressaltou. O ex-ministro explica que os fornecedores viam no país um grande mercado.

“Todos queriam vender as vacinas e o Brasil virou as costas, porque não tinha gente do ramo do sanitarismo, da saúde, com vidas dedicadas ao tema. Perdemos o timing e plantamos uma segunda onda”, comentou Mandetta.

“Temos, no quesito vacina, uma perspectiva de vacinar um número bom de brasileiros Nós temos uma Ferrari parada sem gasolina, andando aos soluços, que é o SUS (Sistema de Saúde Único)”, disse Mandetta sobre a qualidade do sistema de saúde público brasileiro e como conseguir vacinar a população. 

“Essa segunda onda é fruto de decisão direta do governo federal de não adquirir as vacinas para iniciar a vacinação em novembro”, concluiu. 

O ex-ministro também comentou sobre o colapso do sistema de Saúde de Manaus e como o governo federal influenciou no cenário: “Não monitoramos as cepas e a solução dada foi mandar as pessoas de Manaus para outras cidades”. 

Essa segunda onda é fruto de decisão direta do governo federal de não adquirir as vacinas para iniciar a vacinação em novembro

Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde


Mandetta participou, nesta sexta-feira (30/4), de uma live da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) que discute “caminhos para a reconstrução social” brasileira. A transmissão também contou com a participação do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), e dos ex-governadores Ciro Gomes (PDT) e Márcio França (PSB). 

O ao vivo começou às 19 horas no Facebook da CSB. Para divulgar a live, a central criou a hashtag #UniãoPeloBrasil, que apareceu em primeiro lugar dos assuntos mais comentados do Twitter Brasil desde o início da transmissão. 

A transmissão ao vivo discutiu os “caminhos para a reconstrução social”, conforme a CSB, no cenário de pandemia e analisou diversas perspectivas. 

*Estagiária sob supervisão do subeditor João Renato Faria


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