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Estado de Minas PANDEMIA

COVID-19: YouTube retira do ar mais 4 vídeos de Bolsonaro

Na última segunda-feira, outro vídeo do presidente já havia sido removido da plataforma


23/04/2021 21:10 - atualizado 23/04/2021 21:37

Outro vídeo do presidente já havia sido tirado da plataforma pelo mesmo motivo.(foto: AFP / EVARISTO SA)
Outro vídeo do presidente já havia sido tirado da plataforma pelo mesmo motivo. (foto: AFP / EVARISTO SA)
O YouTube removeu mais quatro vídeos do canal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por violar as políticas de desinformação médica sobre a COVID-19, de acordo com a plataforma. Todos são das lives feitas pelo presidente às quintas-feiras. 


Os conteúdos removidos são das seguintes datas: 9 de julho de 2020, 26 de novembro de 2020, 10 de dezembro e 11 de fevereiro de 2021.

As remoções acontecem dias depois do YouTube atualizar sua política de uso, acrescentando que vídeos que recomendem o uso de hidroxicloroquina ou ivermectina para o tratamento ou prevenção da COVID-19 seriam tirados do ar, já que sua eficácia não é comprovada cientificamente. 

Em ao menos 3 dos 5 vídeos tirados do ar desde segunda-feira, Bolsonaro faz menções aos remédios sem eficácia comprovada para tratamento ou prevenção da doença.

Vídeo do dia 9 de julho de 2020


Neste vídeo, o presidente recomenda por mais de uma vez o uso de hidroxicloroquina e da ivermectina contra a COVID-19 e chega a exibir uma caixa de hidroxicloroquina. A gravação tem mais de 360 mil visualizações.

“... declarou que tomou por ocasião de seu tratamento, a hidroxicloroquina, e eu tomei, e deu certo. Eu tô muito bem, graças a Deus. E aqueles que criticam, pelo menos apresentem uma alternativa. Ora, não dá certo a hidroxicloroquina, você tem que tomar a ivermectina ou então a anitta, que é outra também que está muito comentada por aí, e que são eficazes no tratamento do coronavírus.”

“Nós temos relatos de centenas de médicos no Brasil e de centenas e centenas de pessoas, que foram infectados, e foram tratados com isso (hidroxicloroquina e ivermectina) e deu certo”.


Vídeo do dia 10 de dezembro de 2020


Durante a live que deu origem ao vídeo, Bolsonaro garante que hidroxicloroquina e ivermectina são eficazes no combate ao coronavírus. A publicação conta com mais de 168 mil visualizações.

“O que que tem no hospital? O respirador. Salva gente? Salva gente, sim, salva gente, mas tem que se evitar aí o intubamento da pessoa. Evita-se como? Numa primeira fase, o tratamento, que é a tal da hidroxicloroquina, ivermectina e anitta, entre outras coisas, vitamina D, azitromicina. Hoje os médicos sabem disso, se o teu médico fala que não, você tem o direito de procurar outro médico.”

Vídeo do dia 14 de janeiro de 2021


Este vídeo tinha afirmações semelhantes às da live do dia 9 de julho do ano passado. Nele, o presidente estava ao lado do então Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e recomendava o uso de hidroxicloroquina e ivermectina contra a COVID-19. O registro tinha mais de 270 mil visualizações. 

“Se fosse esperar uma comprovação científica, teriam morrido quantas pessoas naquela Guerra do Pacífico, que não morreram. É a mesma coisa o tratamento precoce da Covid com hidroxicloroquina, com ivermectina, uma tal da anitta, mais azitromicina, mais vitamina D. E não faz mal isso aí. Se, lá na frente, for comprovado que não surtia efeito, que não vai acontecer porque, repito, nesse prédio que eu tô aqui, mais de 200 pessoas contraíram COVID, e foram tratadas precocemente, nenhuma foi para o hospital."

Política do YouTube


Segundo o Youtube, vão ser removidos vídeos que tenham:

  • Conteúdo que recomenda o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para o tratamento da COVID-19;
  • Conteúdo que recomenda o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para prevenção da COVID-19;
  • Afirmações de que ivermectina ou hidroxicloroquina são tratamentos eficazes contra a COVID-19;
  • Alegações de que há um método de prevenção garantido contra a Covid-19;
  • Afirmações de que determinados remédios ou vacinas são uma cura garantida para a COVID-19.

Ainda segundo a plataforma, desde o início da pandemia, já foram removidos mais de 850 mil vídeos por violarem políticas de conteúdo sobre o novo coronavírus.

Além disso, a empresa estabelece que "também não é permitido o envio de conteúdo que dissemine informações médicas incorretas que contrariem as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS)".
 
*Estagiária sob supervisão do subeditor Eduardo Oliveira 


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