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Estado de Minas SEM COMPROVAÇÃO

COVID-19: YouTube remove vídeo de Bolsonaro defendendo tratamento precoce

Em uma de suas lives nas redes sociais, o presidente aparece defendendo o uso de hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e zinco


20/04/2021 14:02 - atualizado 20/04/2021 14:41

Bolsonaro recomenda tratamento precoce contra COVID-19 sem comprovação científica(foto: Reprodução/Redes Sociais)
Bolsonaro recomenda tratamento precoce contra COVID-19 sem comprovação científica (foto: Reprodução/Redes Sociais)
A nova política do YouTube de proibir vídeos que recomendam o uso de hidroxicloroquina ou ivermectina para o tratamento ou prevenção da COVID-19 afetou também o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A plataforma de vídeos removeu uma live do chefe do Executivo de 14 de janeiro, em que ele cita os remédios.
 
 

No vídeo, Bolsonaro aparece ao lado do então ministro da Saúde Eduardo Pazuello, dizendo que o uso dos medicamentos, como hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e zinco, "deu certo" para reduzir mortes, sem apresentar nenhum tipo de comprovação. O presidente também questionou o uso da máscara e medidas de isolamento social. 
 
“O tratamento precoce é preconizado [recomendado] pelos conselhos federais, conselhos regionais, orientados pelo Ministério da Saúde, e se mostrou eficaz em todas as cidades e estados do Brasil. Com o diagnóstico clínico e o tratamento o mais rápido possível a partir do diagnóstico do médico, que prescreve o tratamento”, disse o ex-ministro Pazuello na live sem comprovações.

No vídeo, Bolsonaro ainda ironiza o primeiro ministro Luiz Henrique Mandetta pela recomendação de ficar em casa. “Eu lembro do Mandetta dizendo 'fique em casa, quando sentir falta de ar procure o hospital’. Eu falei pra ele: 'Mandetta, procurar pra quê, para ser entubado?' Daí você lembra da pressa para comprar respirador, como tinha falta no mercado, de R$ 30 mil passou para R$ 200 mil. Foi uma festa, mas não vou acusar o Mandetta de mandar o pessoal ficar em casa para superfaturar para ele não, mas por coincidência, ne?”, ironizou o presidente.

Em seguida, ele continua criticando as atitudes do ex-ministro sobre o tratamento precoce. “Também na época chamei o Mandetta e falei que no protocolo estava dizendo que a hidroxicloroquina só pode ser usada em casos graves. Por que não tira graves e deixa o médico decidir na ponta da linha?”, disse.

Bolsonaro repetiu o discurso que adota para defender a cloroquina. “Quero repetir a história da guerra do pacífico quando o soldado chegava ferido e não tinha sangue e nem doador. Começaram a colocar água de coco na veia do cara e deu certo. Se fosse esperar uma comprovação científica, teriam morrido quantas pessoas na guerra do pacífico que não morreram? É a mesma coisa com o tratamento precoce da Covid com o uso da hidroxicloroquina, ivermectina”, ressalta. 

O YouTube informou, em nota, que expandiu suas políticas de desinformação médica sobre a COVID-19 e que passará a remover estes tipos de vídeos que "recomendam o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para o tratamento ou prevenção da COVID-19, foram dos ensaios clínicos, ou que afirmam que essas subst ncias são eficazes e seguras no tratamento ou prevenção da doença".

Apesar de ter sido removido do YouTube, o vídeo segue no ar em outras plataformas, como Facebook.

Política do YouTube

Segundo o Youtube, eles vão remover os vídeos que tenham:

  • Conteúdo que recomenda o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para o tratamento da COVID-19;
  • Conteúdo que recomenda o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para prevenção da COVID-19;
  • Afirmações de que ivermectina ou hidroxicloroquina são tratamentos eficazes contra a COVID-19;
  • Alegações de que há um método de prevenção garantido contra a Covid-19;
  • Afirmações de que determinados remédios ou vacinas são uma cura garantida para a COVID-19.
Ainda segundo a plataforma, desde o início da pandemia, já foram removidos mais de 850 mil vídeos por violarem políticas de conteúdo sobre o novo coronavírus.


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