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Estado de Minas NOTÍCIA FALSA

Ex-jogadora de vôlei Ana Paula Henkel espalha fake news sobre vacinas

Segundo a atleta, as vacinas contra a COVID-19 aplicadas nos Estados Unidos já causaram a morte de 501 pessoas e mais de 11 mil reações adversas


04/03/2021 14:55 - atualizado 04/03/2021 21:36

Durante a entrevista, a ex-jogadora também afirmou que o Brasil vive uma 'roleta russa' devido à aplicação de vacinas(foto: Joven Pan/Reprodução)
Durante a entrevista, a ex-jogadora também afirmou que o Brasil vive uma 'roleta russa' devido à aplicação de vacinas (foto: Joven Pan/Reprodução)
Conhecida por seus pocionamentos alinhados ao do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a ex-jogadora de vôlei Ana Paula Henkel afirmou que as vacinas contra a COVID-19 aplicadas nos Estados Unidos já causaram a morte de 501 pessoas e mais de 11 mil reações adversas. A afirmação é uma notícia falsa e foi feita durante um programa da Jovem Pan, em fevereiro de 2021.


O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência do Departamento de Saúde dos EUA, informou que os dados não são seguros. A plataforma, de fato, reportou 501 mortes e 11.249 eventos adversos por conta das vacinas, no final de janeiro, mas ainda não houve nenhuma verificação.
 
Durante a entrevista, a ex-jogadora também afirmou que o Brasil vive uma “roleta russa” devido à aplicação de vacinas.  

Pelo Twitter, a médica infectologista Denise Garrett rebateu as falas da ex-jogadora. “Nada no dito vídeo é verdadeiro. Em 250 milhões de doses no mundo: NENHUM óbito, aborto, assimetria facial ou outros dos efeitos adversos sérios mencionados no vídeo LIGADO ÀS VACINAS. Vacinas são seguras. Roleta russa não é tomar vacina. Roleta russa é pegar COVID”, diz a cientista.
 


Segundo a Anvisa, não existe qualquer registro que relacione as vacinas com eventos adversos graves ou mortes no país.  

Repercussão 

Depois da repercussão do caso, o YouTube se manifestou e afirmou que vai analisar o vídeo.

“Obrigado por trazer isto à nossa atenção, estamos repassando o relatório agora mesmo. Além disso, pedimos que sinalize este vídeo (e quaisquer outros vídeos) que pode violar nossas diretrizes para que possamos analisá-los”, escreveu o Twitter à plataforma.
 
 
 
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.  


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