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Estado de Minas PANDEMIA

COVID-19: variante britânica já circula em MG e mais sete estados do Brasil

Estudo com 25 amostras mostrou a presença da variante em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Paraná, Mato Grosso e Sergipe


23/02/2021 14:55 - atualizado 23/02/2021 16:21

As amostras encontradas foram colhidas entre os dias 7 e 21 de janeiro(foto: Reprodução/Pixabay)
As amostras encontradas foram colhidas entre os dias 7 e 21 de janeiro (foto: Reprodução/Pixabay)
Um estudo realizado no Brasil por pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (ICB-UFMG), em parceria com a Rede Corona-Ômica BR-MCTI, com colaboração do Instituto Hermes Pardini e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), revelou, nesta terça-feira (23/02), a sequência de 25 genomas de SARS-CoV-2 que pertencem à variante do Reino Unido. 

As amostras encontradas foram colhidas entre os dias 7 e 21 de janeiro, por meio de seleção feita pelos pesquisadores a partir de um banco de dados com 740 mil exames disponibilizados pelo Hermes Pardini. 

A variante mais agressiva e contaminante do novo coronavírus foi detectada em cidades de oito estados brasileiros: Espírito Santo (Barra do São Francisco), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro e Campos dos Goytacazes), São Paulo (São Paulo, Americana, Santos e Valinhos), Bahia (São Sebastião do Passe), Minas Gerais (Belo Horizonte, Betim, Araxá e Barbacena), Paraná (Curitiba), Mato Grosso (Cuiabá e Primavera do Leste) e Sergipe (Aracaju).

Em todas as 25 amostras foi vista uma característica molecular incomum, que foi considerada como falha na amplificação do gene S com detecção do gene N, no decorrer do exame.

De acordo com o professor Renato Santa de Aguiar, atuante na avaliação e análise dos resultados do estudo, “a falha na detecção do gene S não invalida o diagnóstico de COVID-19 e já foi descrito como consequência de deleções nas posições 69/70 da proteína de superfície ‘spike’ (a coroa do coronavírus)”.

Segundo ele, isso confirma as características da variante B.1.1.7 do Reino Unido nas amostras analisadas.

“Estudos científicos já sugerem que a linhagem B.1.1.7 é mais transmissível e nossas análises mostraram a sua detecção em estados que ainda não tinham essa confirmação”, disse o professor Renan Pedra, que também integra a equipe do ICB.
 
Em nota, a Rede Vírus informou que as análises continuarão sendo feitas ao longo da pandemia e que é de extrema importância a vigilância genômica, processo de acompanhar as variantes presentes no Brasil, bem como sua disseminação.


Equipe

Os profissionais responsáveis pelo estudo atuam tanto em Minas Gerais quanto no Rio de Janeiro. São eles:

  • Filipe Romero Rebello Moreira - pertence ao Departamento de Genética do Instituto de Biologia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Diego Menezes Bonfim - pertence ao Laboratório de Biologia Integrativa do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução, do ICB-UFMG
  • Danielle Alves Gomes Zauli - pertence ao Instituto Hermes Pardini, em Belo Horizonte
  • Joice do Prado Silva - pertence ao Instituto Hermes Pardini, em Belo Horizonte

  • Aline Brito de Lima - pertence ao Instituto Hermes Pardini, em Belo Horizonte
  • Frederico Scott Varella Malta - pertence ao Instituto Hermes Pardini, em Belo Horizonte
  • Alessandro Clayton de Souza Ferreira - pertence ao Instituto Hermes Pardini, em Belo Horizonte
  • Victor Cavalcanti Pardini - pertence ao Instituto Hermes Pardini, em Belo Horizonte
  • Daniel Costa Queiroz - pertence ao Laboratório de Biologia Integrativa do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução do ICB-UFMG
  • Rafael Marques de Souza - pertence ao Laboratório de Biologia Integrativa do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução do ICB-UFMG
  • Victor Emmanuel Viana Geddes - pertence ao Laboratório de Biologia Integrativa do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução do ICB-UFMG
  • Walyson Coelho Costa - pertence ao Laboratório de Biologia Integrativa do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução do ICB-UFMG
  • Wagner Carlos Santos Magalhães - pertence ao Laboratório de Biologia Integrativa do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução do ICB-UFMG
  • Rennan Garcias Moreira - pertence ao Centro de Laboratórios Multiusuários do ICB-UFMG
  • Carolina Moreira Voloch - pertence ao Departamento de Genética do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Renan Pedra de Souza - pertence ao Laboratório de Biologia Integrativa do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução do ICB-UFMG
  • Renato Santana Aguiar - pertence ao Laboratório de Biologia Integrativa do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução do ICB-UFMG e ao Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), do Rio de Janeiro
 

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.


transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.


A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia
  • Em casos graves, as vítimas apresentam:
  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
  • Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 
 
* Estagiário sob supervisão da subeditora Kelen Cristina.  


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